INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2020
O momento de transição de dietas (após os seis meses de vida) é importante para o bom desenvolvimento das crianças. Quanto à conduta nutricional desse período, é CORRETO afirmar que:
Chás caseiros em crianças não têm embasamento científico e não devem ser usados regularmente na introdução alimentar.
A introdução alimentar deve seguir as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria, priorizando alimentos in natura e minimamente processados. Chás não são recomendados devido à falta de nutrientes e risco de contaminação ou interferência na absorção de ferro.
A introdução alimentar, também conhecida como alimentação complementar, é um marco crucial no desenvolvimento infantil, iniciando-se por volta dos seis meses de vida. Este período de transição da dieta láctea exclusiva para a inclusão de alimentos sólidos e semissólidos é fundamental para o aporte nutricional adequado, desenvolvimento motor-oral e formação de hábitos alimentares saudáveis. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) fornecem diretrizes claras para garantir que essa transição ocorra de forma segura e eficaz, prevenindo deficiências nutricionais e promovendo o crescimento e desenvolvimento ótimos. A conduta nutricional nesse período deve priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, ricos em nutrientes, oferecidos de forma variada e em consistência adequada à idade. Carboidratos complexos, como massas, podem ser introduzidos a partir dos 6 meses, e o feijão, fonte importante de ferro e proteína, também deve ser oferecido, preferencialmente sem a casca inicialmente para facilitar a digestão. O uso de chás caseiros, apesar de culturalmente arraigado, não possui embasamento científico para lactentes e pode ser prejudicial, pois não oferece nutrientes, pode causar saciedade precoce, interferir na absorção de ferro e apresentar riscos de contaminação. É essencial que profissionais de saúde orientem os pais sobre a importância de uma introdução alimentar adequada, desmistificando práticas populares que podem comprometer a saúde da criança. A oferta de frutas, como a banana, deve ser diária e variada, sem restrições infundadas sobre o teor de ferro, que é um nutriente essencial. A educação nutricional contínua é a chave para assegurar que as crianças recebam todos os nutrientes necessários para um desenvolvimento saudável e para estabelecer uma relação positiva com a alimentação desde cedo.
A introdução alimentar deve ser iniciada por volta dos 6 meses de vida, quando o bebê demonstra sinais de prontidão, como sustentar a cabeça e sentar com apoio.
Alimentos ultraprocessados, açúcar, sal em excesso, mel (antes de 1 ano) e chás caseiros não são recomendados devido aos riscos à saúde e falta de nutrientes.
Chás caseiros não possuem valor nutricional, podem interferir na absorção de nutrientes importantes como o ferro e apresentam risco de contaminação, não devendo ser usados regularmente.
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