Intoxicações Pediátricas: Epidemiologia e Sinais Chave

IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020

Enunciado

Sobre intoxicação em pediatria, julgue os itens a seguir.I. As exposições a intoxicações em crianças entre 6 e 12 anos são muito menos comuns, correspondendo aproximadamente a 6% dos casos. II. As exposições tóxicas entre os adolescentes são primariamente intencionais ou ocupacionais.III. As intoxicações por organofosforados comumente se manifestam clinicamente com sialorreia, lacrimejamento e midríase bilateral. Pode-se afirmar que:

Alternativas

  1. A) todos os itens estão certos.
  2. B) apenas os itens I e II estão certos.
  3. C) apenas os itens II e III estão certos.
  4. D) apenas os itens I e III estão certos.
  5. E) nenhum item está certo.

Pérola Clínica

Intoxicações pediátricas: <6 anos acidentais; adolescentes intencionais. Organofosforados causam síndrome colinérgica com miose.

Resumo-Chave

Intoxicações em crianças pequenas são predominantemente acidentais, enquanto em adolescentes são mais frequentemente intencionais (tentativas de suicídio) ou, menos comumente, ocupacionais. A intoxicação por organofosforados causa uma síndrome colinérgica, caracterizada por miose, não midríase, além de sialorreia, lacrimejamento, broncoespasmo, bradicardia e fasciculações.

Contexto Educacional

As intoxicações em pediatria representam um desafio diagnóstico e terapêutico, sendo uma causa significativa de morbidade e mortalidade infantil. A epidemiologia varia com a faixa etária: em crianças menores de 6 anos, a maioria das exposições é acidental e envolve produtos domésticos ou medicamentos. Já em adolescentes, as intoxicações são frequentemente intencionais, relacionadas a tentativas de suicídio, ou, em menor proporção, ocupacionais. É crucial para o residente conhecer os padrões de intoxicação por idade para uma abordagem preventiva e terapêutica eficaz. A identificação rápida da substância tóxica e dos sinais e sintomas é fundamental. A intoxicação por organofosforados é um exemplo clássico de síndrome colinérgica. Esses compostos inibem a acetilcolinesterase, levando ao acúmulo de acetilcolina nas sinapses e superestimulação dos receptores muscarínicos e nicotínicos. Clinicamente, manifesta-se com sialorreia, lacrimejamento, broncorreia, broncoespasmo, bradicardia, miose (pupilas puntiformes), fasciculações musculares, diarreia e vômitos. O tratamento envolve descontaminação, suporte ventilatório e uso de atropina e pralidoxima.

Perguntas Frequentes

Qual a principal diferença entre intoxicações em crianças pequenas e adolescentes?

Em crianças menores de 6 anos, as intoxicações são predominantemente acidentais. Em adolescentes, são mais frequentemente intencionais (tentativas de suicídio) ou, em menor grau, ocupacionais.

Quais são os sinais e sintomas da intoxicação por organofosforados?

A intoxicação por organofosforados causa uma síndrome colinérgica, com sialorreia, lacrimejamento, broncorreia, broncoespasmo, bradicardia, miose, fasciculações musculares, diarreia e vômitos.

Por que a miose é um sinal importante na intoxicação por organofosforados?

A miose ocorre devido à estimulação excessiva dos receptores muscarínicos no esfíncter da íris pela acetilcolina, que não é degradada devido à inibição da acetilcolinesterase pelos organofosforados.

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