IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2024
Gestante de 32 semanas apresentou quadro de eclampsia ao dar estrada em hospital que não tem serviço de obstetrícia. Habilmente, o anestesista de plantão conseguiu controlar as convulsões com Sulfato de Magnésio endovenoso em infusão contínua e estabilizou a paciente. A proposta é realizar a transferência para o Centro Obstétrico de referência que fica a 30 minutos de distância. Visando evitar uma possível parada cardiorrespiratória por intoxicação pelo MgSO4, a equipe de transferência não pode esquecer de levar no transporte:
Intoxicação por Sulfato de Magnésio → Antídoto = Gluconato de Cálcio IV. Essencial em transporte de paciente com eclampsia.
O sulfato de magnésio é a droga de escolha para prevenir e tratar convulsões na eclampsia, mas sua toxicidade é uma preocupação. O gluconato de cálcio atua como antídoto, revertendo os efeitos neuromusculares e cardiovasculares do excesso de magnésio, sendo vital tê-lo disponível em qualquer situação de risco de intoxicação.
A eclampsia é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em gestantes, puérperas ou mulheres no pós-parto imediato, sem outra causa neurológica. O sulfato de magnésio é o fármaco de primeira linha para a prevenção e tratamento das convulsões eclâmpticas, devido à sua eficácia comprovada e perfil de segurança, atuando como um depressor do sistema nervoso central e vasodilatador. No entanto, sua janela terapêutica é estreita, e a monitorização rigorosa é essencial para evitar a toxicidade. A intoxicação por sulfato de magnésio pode levar a efeitos adversos graves, como depressão respiratória, perda dos reflexos patelares, hipotensão e, em casos extremos, parada cardiorrespiratória. A equipe de saúde deve estar sempre preparada para reconhecer e tratar esses sinais. O antídoto específico para a toxicidade do magnésio é o gluconato de cálcio, que deve estar prontamente disponível, especialmente em situações de transporte de pacientes ou em ambientes onde a monitorização contínua pode ser desafiadora. A administração de gluconato de cálcio reverte rapidamente os efeitos neuromusculares e cardiovasculares do excesso de magnésio. Para residentes, o manejo da eclampsia e a prevenção da toxicidade por sulfato de magnésio são temas cruciais. É fundamental conhecer a dose correta, a via de administração, os sinais de toxicidade e, principalmente, a disponibilidade e o uso do antídoto. A preparação para intercorrências, como a intoxicação, garante a segurança da paciente e a eficácia do tratamento, sendo um ponto chave para a prática clínica e para as provas de residência.
Os sinais de intoxicação por Sulfato de Magnésio incluem perda dos reflexos patelares, depressão respiratória, oligúria, hipotensão, sonolência e, em casos graves, parada cardiorrespiratória. A monitorização dos reflexos e da frequência respiratória é crucial durante a infusão.
O Gluconato de Cálcio atua como um antagonista fisiológico do magnésio, competindo pelos mesmos sítios de ligação e revertendo rapidamente os efeitos neuromusculares e cardiovasculares da hipermagnesemia. Ele estabiliza a membrana celular e restaura a função muscular e cardíaca.
Em caso de intoxicação grave por magnésio, a dose usual de Gluconato de Cálcio é de 10 mL de solução a 10% (equivalente a 1 grama de cálcio elementar) administrada lentamente por via intravenosa, em 3 a 5 minutos. A dose pode ser repetida se necessário, sob monitorização rigorosa.
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