CEPOA - Centro de Estudos e Pesquisas Oculistas Associados (RJ) — Prova 2020
Após profilaxia anticonvulsivante com sulfato de magnésio, deve-se estar atento aos sinais de intoxicação pelo magnésio. um dos sinais pode ser exemplificado pela alternativa:
Intoxicação por sulfato de magnésio → depressão respiratória (<12-16 irpm), perda reflexos patelares, oligúria.
A toxicidade por sulfato de magnésio é uma complicação grave da profilaxia da eclâmpsia. A depressão respiratória é um sinal tardio, mas crítico, indicando a necessidade de interrupção e administração de gluconato de cálcio.
O sulfato de magnésio é amplamente utilizado na profilaxia e tratamento da eclâmpsia e pré-eclâmpsia grave devido ao seu efeito anticonvulsivante e vasodilatador. Sua administração requer monitoramento rigoroso para evitar a toxicidade, que pode ser fatal se não reconhecida e tratada prontamente. A dose usual é uma dose de ataque seguida por infusão contínua. A fisiopatologia da toxicidade do magnésio envolve a depressão do sistema nervoso central e da junção neuromuscular. Os sinais clínicos progridem com o aumento dos níveis séricos: perda dos reflexos patelares (7-10 mEq/L), depressão respiratória (10-12 mEq/L) e parada cardíaca (>15 mEq/L). A diurese também deve ser monitorada, pois a excreção renal é a principal via de eliminação do magnésio. O manejo da intoxicação inclui a interrupção imediata da infusão de magnésio e a administração de gluconato de cálcio intravenoso (1g em 3-5 minutos) como antídoto, que antagoniza os efeitos neuromusculares do magnésio. Em casos graves de depressão respiratória, pode ser necessária ventilação assistida. A prevenção é fundamental, com monitoramento contínuo dos reflexos, frequência respiratória e diurese.
Os primeiros sinais incluem a perda dos reflexos patelares, que geralmente ocorre com níveis séricos de magnésio entre 7-10 mEq/L.
A conduta inicial é interromper a infusão de sulfato de magnésio e administrar gluconato de cálcio intravenoso como antídoto específico.
A depressão respiratória, com frequência abaixo de 12-16 irpm, indica hipermagnesemia grave e risco de parada respiratória, exigindo intervenção imediata.
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