Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2024
Em paciente com quadro de iminência de eclampsia, tem início a profilaxia com sulfato de magnésio. Entre os parâmetros a serem analisados, o primeiro a se alterar em caso de intoxicação é:
Intoxicação por sulfato de magnésio: Primeiro sinal = perda do reflexo patelar. Antídoto = gluconato de cálcio.
O sulfato de magnésio é amplamente utilizado na profilaxia e tratamento da eclampsia. No entanto, sua administração requer monitoramento rigoroso devido ao risco de toxicidade. O primeiro sinal clínico de intoxicação por sulfato de magnésio é a perda do reflexo patelar, que ocorre em níveis séricos mais baixos do que outros sinais mais graves, como depressão respiratória ou parada cardíaca. A identificação precoce deste sinal permite a interrupção da infusão e a administração do antídoto, o gluconato de cálcio.
O sulfato de magnésio é um medicamento vital na obstetrícia, amplamente utilizado para a profilaxia e tratamento das convulsões na eclampsia e pré-eclâmpsia grave. Sua eficácia em prevenir convulsões é bem estabelecida, mas seu uso requer monitoramento cuidadoso devido ao risco de toxicidade, que pode ser grave e potencialmente fatal se não for reconhecida e tratada prontamente. A intoxicação por sulfato de magnésio ocorre quando os níveis séricos do íon excedem a faixa terapêutica. Os sinais de toxicidade progridem com o aumento da concentração sérica. O primeiro e mais importante sinal a ser monitorado é a perda do reflexo patelar, que geralmente ocorre com níveis séricos de magnésio entre 8 e 12 mg/dL. Este é um sinal de alerta precoce que indica a necessidade de interromper a infusão do medicamento. Se a infusão continuar, níveis mais elevados de magnésio podem levar a depressão respiratória (12-15 mg/dL), hipotensão, bradicardia e, em casos extremos, parada cardíaca (acima de 15 mg/dL). O manejo da intoxicação inclui a interrupção imediata da infusão de sulfato de magnésio e a administração do antídoto específico, o gluconato de cálcio intravenoso. A compreensão da sequência dos sinais de toxicidade e a prontidão na intervenção são cruciais para a segurança da paciente, sendo um conhecimento fundamental para residentes e profissionais que atuam em obstetrícia.
O sulfato de magnésio é o fármaco de escolha para a profilaxia e tratamento das convulsões eclâmpticas. Ele atua como um anticonvulsivante, reduzindo a excitabilidade neuronal e a liberação de acetilcolina nas junções neuromusculares, além de promover vasodilatação cerebral.
Os sinais de toxicidade aparecem em ordem crescente de gravidade com o aumento dos níveis séricos de magnésio. O primeiro sinal é a perda do reflexo patelar (níveis de 8-12 mg/dL). Em seguida, pode ocorrer depressão respiratória (12-15 mg/dL), e em níveis muito elevados, parada cardíaca (acima de 15 mg/dL).
O antídoto específico para a intoxicação por sulfato de magnésio é o gluconato de cálcio (10% na dose de 10 mL EV lento). O cálcio antagoniza os efeitos do magnésio nas junções neuromusculares e no miocárdio, revertendo a depressão respiratória e a bradicardia.
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