UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2022
O tratamento de escolha para intoxicação por sulfato de magnésio é:
Intoxicação por sulfato de magnésio → Gluconato de cálcio IV como antídoto.
O gluconato de cálcio é o antídoto de escolha para a intoxicação por sulfato de magnésio, pois o cálcio antagoniza os efeitos neuromusculares e cardiovasculares do magnésio, revertendo a depressão respiratória e a hipotensão.
O sulfato de magnésio é amplamente utilizado na obstetrícia para a prevenção e tratamento de convulsões na pré-eclâmpsia e eclampsia, além de ter aplicações em outras condições como asma grave e arritmias. No entanto, sua janela terapêutica é estreita, e a superdosagem pode levar a uma intoxicação grave, conhecida como hipermagnesemia. A hipermagnesemia manifesta-se por uma série de sintomas que progridem com o aumento dos níveis séricos de magnésio. Inicialmente, há perda dos reflexos patelares, seguida por hipotensão, sonolência, fraqueza muscular e, em níveis muito elevados, depressão respiratória e parada cardíaca. A monitorização dos níveis séricos de magnésio e dos reflexos patelares é crucial durante a infusão. O tratamento da intoxicação por sulfato de magnésio é uma emergência médica. O antídoto específico é o gluconato de cálcio, que deve ser administrado por via intravenosa para antagonizar rapidamente os efeitos do magnésio. Além disso, medidas de suporte como a interrupção da infusão de magnésio, hidratação venosa e diurese forçada podem ser empregadas para acelerar a excreção do magnésio. Em casos de insuficiência renal, a diálise pode ser necessária.
Os sinais e sintomas incluem perda dos reflexos patelares, depressão respiratória, hipotensão, sonolência, fraqueza muscular e, em casos graves, parada cardíaca.
O cálcio atua como um antagonista fisiológico do magnésio, revertendo seus efeitos na junção neuromuscular e no sistema cardiovascular, restaurando a função respiratória e a pressão arterial.
A dose usual é de 10 mL de gluconato de cálcio a 10% administrado lentamente por via intravenosa, podendo ser repetida se necessário, sob monitorização cardíaca.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo