SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023
Paciente de 16 anos, dá entrada no pronto socorro levado por sua mãe, após tentativa de autoextermínio. Ao exame, apresenta sudorese, sialorreia, PA aumentada, FC aumentada além de náuseas e vômitos. Realizada lavagem gástrica, onde se observou vários grânulos de "chumbinho". Podemos inferir que intoxicação foi causada por:
Intoxicação por "chumbinho" (organofosforado) → Síndrome colinérgica: SLUDGE (Salivation, Lacrimation, Urination, Defecation, GI upset, Emesis) + miose, bradicardia.
A presença de "chumbinho" (um praguicida ilegal) e a síndrome colinérgica (sudorese, sialorreia, náuseas, vômitos, bradicardia/taquicardia reflexa, miose) são altamente sugestivas de intoxicação por organofosforados. Estes agem inibindo a acetilcolinesterase, levando ao acúmulo de acetilcolina.
A intoxicação por organofosforados é uma emergência médica grave, frequentemente associada a tentativas de autoextermínio ou exposição acidental a praguicidas, como o popularmente conhecido "chumbinho". O reconhecimento rápido da síndrome colinérgica é crucial para o manejo adequado e a sobrevida do paciente. Os organofosforados agem inibindo a enzima acetilcolinesterase, que é responsável pela degradação da acetilcolina. O acúmulo excessivo de acetilcolina nos receptores muscarínicos e nicotínicos leva a uma hiperestimulação parassimpática e neuromuscular. Clinicamente, isso se manifesta por sudorese, sialorreia, lacrimejamento, broncorreia, miose, bradicardia, náuseas, vômitos, diarreia, cólicas abdominais e fasciculações musculares, podendo evoluir para paralisia respiratória. O tratamento envolve medidas de suporte, descontaminação e o uso de antídotos específicos. A atropina é administrada para bloquear os efeitos muscarínicos da acetilcolina, enquanto a pralidoxima (uma oxima) atua reativando a acetilcolinesterase, sendo mais eficaz se administrada precocemente. A identificação e o manejo rápido são essenciais para evitar complicações graves e óbito.
Os principais sinais são sudorese, sialorreia, lacrimejamento, broncorreia, miose, bradicardia, náuseas, vômitos, diarreia, cólicas abdominais e fasciculações musculares, caracterizando a síndrome colinérgica.
Os organofosforados inibem irreversivelmente a enzima acetilcolinesterase, resultando no acúmulo excessivo de acetilcolina nas sinapses colinérgicas, tanto muscarínicas quanto nicotínicas.
O tratamento inicial inclui descontaminação (lavagem gástrica, remoção de roupas), suporte ventilatório e hemodinâmico, e administração de atropina (para efeitos muscarínicos) e pralidoxima (para reativar a acetilcolinesterase).
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