Intoxicação por Organofosforados: Tratamento com Atropina

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023

Enunciado

Baseado caso clínico da questão anterior, qual seria o tratamento de escolha:

Alternativas

  1. A) Naloxona
  2. B) Acetilcisteína
  3. C) Atropina
  4. D) Flumazenil
  5. E) Piridoxina

Pérola Clínica

Intoxicação por organofosforados → Atropina (antagonista muscarínico) + Pralidoxima (reativador da colinesterase).

Resumo-Chave

A atropina é o tratamento de escolha para a síndrome colinérgica aguda causada por organofosforados, agindo como antagonista competitivo dos receptores muscarínicos. É crucial para reverter os efeitos parassimpaticomiméticos, como bradicardia, broncoespasmo e hipersecreção.

Contexto Educacional

A intoxicação por organofosforados é uma emergência toxicológica grave, frequentemente associada à exposição a pesticidas. Sua alta morbimortalidade exige reconhecimento rápido e tratamento eficaz. A fisiopatologia envolve a inibição irreversível da acetilcolinesterase, resultando em acúmulo de acetilcolina nas sinapses e hiperestimulação colinérgica. O diagnóstico é clínico, baseado na história de exposição e nos sinais e sintomas da síndrome colinérgica (muscarínicos e nicotínicos). A suspeita deve ser alta em pacientes com exposição ocupacional ou acidental a pesticidas e quadro clínico compatível. O tratamento é baseado na descontaminação, suporte ventilatório e uso de antídotos. A atropina é o pilar para os sintomas muscarínicos, enquanto a pralidoxima é essencial para reativar a acetilcolinesterase e reverter os efeitos nicotínicos, especialmente a paralisia muscular.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da intoxicação por organofosforados?

Os sinais e sintomas incluem síndrome colinérgica (DUMBBELS: diarreia, urinação, miose, bradicardia, broncoespasmo, emese, lacrimejamento, salivação) e síndrome nicotínica (fasciculações, fraqueza muscular, paralisia).

Qual a dose inicial de atropina na intoxicação por organofosforados?

A dose inicial de atropina é de 1-2 mg IV em adultos (0,02-0,05 mg/kg em crianças), titulada a cada 5-10 minutos até a atropinização (clareamento de secreções, melhora da broncoconstrição, frequência cardíaca > 80 bpm, pupilas midriáticas).

Por que a pralidoxima é importante no tratamento da intoxicação por organofosforados?

A pralidoxima é um reativador da acetilcolinesterase, agindo para reverter a ligação do organofosforado à enzima, sendo crucial para tratar os efeitos nicotínicos e prevenir a paralisia respiratória, especialmente se administrada nas primeiras 24-48 horas.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo