Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2023
Uma mulher de 56 anos de idade foi levada inconsciente ao hospital pelo SAMU. Na entrada, apresentava-se sonolenta, e seus dados eram os seguintes: frequência cardíaca de 40 bpm; pressão arterial de 100 mmHg x 55 mmHg; saturação de 97%; pupilas mióticas pouco fotorreagentes. O restante do exame físico resultou normal. Durante seu tratamento, a paciente evoluiu com FC de 120 bpm, ausculta com estertores crepitantes bilaterais difusos e saturação de 85%.Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o quadro provavelmente associado a esse caso clínico e a medicação indicada.
Bradicardia, hipotensão, miose e depressão respiratória + edema pulmonar → intoxicação opioide → Naloxona.
A tríade clássica de intoxicação opioide (depressão respiratória, miose e alteração do nível de consciência) pode evoluir para edema pulmonar não cardiogênico, uma complicação grave. A naloxona é o antídoto específico, revertendo rapidamente os efeitos dos opioides.
A intoxicação por opioides é uma emergência médica grave, com alta morbimortalidade se não for prontamente reconhecida e tratada. A prevalência do uso indevido de opioides e o risco de overdose tornam este um tópico de extrema relevância para a prática médica, especialmente em serviços de emergência. O quadro clínico clássico de intoxicação por opioides é caracterizado pela tríade de depressão respiratória (bradipneia, hipoventilação), miose puntiforme (pupilas contraídas) e alteração do nível de consciência (sonolência, estupor, coma). Outros sinais incluem bradicardia e hipotensão. Uma complicação grave e potencialmente fatal é o edema pulmonar não cardiogênico, que pode se desenvolver rapidamente, levando a hipoxemia severa. O tratamento de escolha para a intoxicação por opioides é a administração de naloxona, um antagonista competitivo dos receptores opioides. A naloxona reverte rapidamente os efeitos dos opioides, incluindo a depressão respiratória e a alteração do nível de consciência. Residentes devem estar familiarizados com a apresentação clínica, o diagnóstico diferencial e a administração adequada da naloxona, além do suporte ventilatório e hemodinâmico.
A tríade clássica inclui depressão respiratória, miose puntiforme e alteração do nível de consciência, que pode variar de sonolência a coma.
O edema pulmonar na intoxicação por opioides é tipicamente não cardiogênico, resultante de um aumento da permeabilidade capilar pulmonar, possivelmente mediado por hipóxia e liberação de catecolaminas.
A naloxona pode ser administrada por via intravenosa, intramuscular ou intranasal, com doses que variam de 0,4 mg a 2 mg, repetidas a cada 2-3 minutos conforme necessário até a reversão dos sintomas.
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