SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2022
Uma mulher de 23 anos de idade foi levada por seus familiares ao setor de emergência, por rebaixamento do nível de consciência. Ela fora encontrada em sua casa, pelos familiares, desacordada e ao lado de embalagens vazias de comprimidos, em especial, os que sua avó, em cuidados paliativos, utiliza para controle da dor. Tem antecedentes de uso de drogas ilícitas e etilismo. Exame físico: letárgica; abertura ocular ao estímulo doloroso; balbucia palavras quando estimulada; e com miose bilateral e bradipneia. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a melhor escolha de antídoto para a paciente.
Miose, bradipneia e rebaixamento de consciência = tríade clássica de intoxicação por opioides. Antídoto de escolha é Naloxona.
A paciente apresenta a tríade clássica de intoxicação por opioides: miose bilateral (pupilas puntiformes), bradipneia (depressão respiratória) e rebaixamento do nível de consciência. O contexto de encontrar embalagens de analgésicos da avó e histórico de uso de drogas reforça a suspeita. O antídoto específico e de escolha para a intoxicação por opioides é a naloxona.
A intoxicação por opioides representa uma emergência médica grave, com potencial de morbidade e mortalidade significativas, principalmente devido à depressão respiratória. O aumento do uso de opioides, tanto prescritos quanto ilícitos, tem levado a um crescimento alarmante de overdoses. O reconhecimento rápido dos sinais e sintomas é crucial para a intervenção oportuna e a reversão do quadro. A fisiopatologia da intoxicação por opioides envolve a ligação dos opioides aos receptores mu no sistema nervoso central, resultando em depressão do centro respiratório, miose e sedação. A tríade clássica de miose, bradipneia e rebaixamento do nível de consciência é o pilar diagnóstico. O histórico de exposição a opioides, seja por uso recreativo, terapêutico excessivo ou acidental, é um dado epidemiológico importante. O manejo da intoxicação por opioides requer suporte ventilatório imediato, se necessário, e a administração do antídoto específico, a naloxona. A naloxona reverte os efeitos dos opioides de forma rápida, mas sua meia-vida é mais curta que a de muitos opioides, o que pode exigir doses repetidas ou infusão contínua. Para residentes, é fundamental dominar o diagnóstico diferencial de rebaixamento de consciência e a conduta em emergências toxicológicas, garantindo a segurança e o prognóstico do paciente.
A intoxicação por opioides é classicamente caracterizada pela tríade de depressão respiratória (bradipneia ou apneia), miose puntiforme (pupilas contraídas) e rebaixamento do nível de consciência (sonolência, letargia, coma). Outros sintomas podem incluir hipotensão, bradicardia e hiporreflexia.
A naloxona é um antagonista competitivo dos receptores opioides (mu, kappa e delta), com alta afinidade pelo receptor mu. Ao se ligar a esses receptores, ela reverte rapidamente os efeitos dos opioides, como a depressão respiratória e a sedação, sem ter atividade agonista própria.
A naloxona deve ser administrada em qualquer paciente com suspeita de intoxicação por opioides que apresente depressão respiratória ou rebaixamento significativo do nível de consciência. A dose inicial típica em adultos é de 0,4 a 2 mg por via intravenosa, intramuscular ou intranasal, podendo ser repetida a cada 2-3 minutos até a melhora da ventilação e do nível de consciência.
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