HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2024
Em pacientes em contexto de intoxicação aguda, deve-se considerar alguns dados. Sobre este tema, assinale a alternativa CORRETA.
Intoxicação opioide → Tríade: miose, depressão respiratória, rebaixamento nível de consciência. Naloxona é o antídoto.
A naloxona é um antagonista opioide puro e pode ser crucial na reversão da depressão respiratória e da parada cardiorrespiratória induzida por opioides. Seu uso deve ser considerado em qualquer paciente com suspeita de intoxicação opioide e depressão do sistema nervoso central ou respiratória. O flumazenil, por outro lado, tem uso restrito em intoxicação por benzodiazepínicos devido ao risco de convulsões.
A intoxicação aguda por opioides é uma emergência médica grave, frequentemente associada a overdose acidental ou intencional. Os opioides atuam nos receptores opioides do sistema nervoso central, resultando em depressão do SNC e do centro respiratório. A tríade clássica de intoxicação por opioides inclui miose (pupilas puntiformes), depressão respiratória (bradipneia, hipoventilação ou apneia) e rebaixamento do nível de consciência, que pode progredir para coma. A identificação rápida é crucial para a intervenção. A fisiopatologia da intoxicação por opioides envolve a ligação dos opioides aos receptores mu, kappa e delta no cérebro e medula espinhal, inibindo a liberação de neurotransmissores e deprimindo o sistema nervoso central. A depressão respiratória é a complicação mais perigosa e a principal causa de mortalidade. O diagnóstico é clínico, baseado na história de exposição e nos sinais e sintomas característicos. O manejo inicial foca na estabilização das vias aéreas e ventilação. O tratamento específico para a intoxicação por opioides é a administração de naloxona, um antagonista opioide puro que reverte rapidamente os efeitos dos opioides. A naloxona pode ser administrada por via intravenosa, intramuscular, subcutânea ou intranasal. É importante titular a dose para reverter a depressão respiratória sem precipitar uma síndrome de abstinência grave, especialmente em usuários crônicos. A naloxona é segura e eficaz, e seu uso é recomendado em casos de parada cardiorrespiratória por opioides. Em contraste, o flumazenil, antagonista de benzodiazepínicos, tem uso restrito devido ao risco de convulsões.
A tríade clássica da intoxicação por opioides inclui miose (pupilas puntiformes), depressão respiratória (bradipneia ou apneia) e rebaixamento do nível de consciência. Outros sintomas podem incluir bradicardia e hipotensão.
A naloxona é um antagonista competitivo dos receptores opioides (mu, kappa e delta), com alta afinidade pelos receptores mu. Ela reverte rapidamente os efeitos dos opioides, especialmente a depressão respiratória, ao deslocar os opioides dos receptores.
O flumazenil é contraindicado em pacientes com dependência crônica de benzodiazepínicos (risco de convulsões), em co-ingestão com antidepressivos tricíclicos ou outras substâncias pró-convulsivantes, e em pacientes com aumento da pressão intracraniana. Seu uso não é de rotina e deve ser individualizado.
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