Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2022
Menina, 3 anos de idade, é trazida à emergência com quadro de rebaixamento do nível de consciência, movi- mentos respiratórios irregulares e miose. A saturação de oxigênio é de 89%, FR = 14 mrm, FC = 118 bpm. Os pais trouxeram frasco vazio de xarope sedativo da tosse, com codeína e homatropina. Estava com o conteúdo pela metade, e as roupas da criança estavam com várias manchas do medicamento. Foi iniciado suporte ventilatório e oxigenioterapia e administrado(a)
Intoxicação por opioides (codeína) → miose, depressão respiratória, rebaixamento de consciência → Naloxona é o antídoto.
A codeína é um opioide que, em doses elevadas, pode causar depressão do sistema nervoso central e respiratório. A naloxona é um antagonista competitivo dos receptores opioides, revertendo rapidamente os efeitos tóxicos, sendo crucial em casos de overdose com risco de vida.
A intoxicação por opioides em crianças é uma emergência médica grave, frequentemente associada à ingestão acidental de medicamentos para tosse ou dor que contêm codeína ou outros opioides. A rápida identificação dos sintomas e a intervenção adequada são cruciais para prevenir desfechos fatais, especialmente a depressão respiratória. Residentes devem estar aptos a reconhecer a tríade clássica de miose, depressão respiratória e rebaixamento do nível de consciência, que aponta fortemente para essa condição. A epidemiologia mostra que acidentes domésticos com medicamentos são uma causa comum de intoxicações pediátricas, ressaltando a importância da educação dos pais sobre armazenamento seguro. A fisiopatologia da intoxicação por opioides envolve a ligação desses fármacos aos receptores opioides no sistema nervoso central, resultando em depressão respiratória, sedação e miose. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de exposição e nos achados do exame físico. Quando suspeitar, a administração empírica de naloxona é justificada, pois pode reverter rapidamente os efeitos. O tratamento consiste em suporte ventilatório, oxigenioterapia e administração de naloxona. A dose de naloxona pode precisar ser repetida devido à sua curta meia-vida em comparação com a de muitos opioides. O prognóstico é geralmente bom com intervenção precoce e adequada, mas a monitorização contínua é essencial devido ao risco de recorrência dos sintomas. Pontos de atenção incluem a possibilidade de síndrome de abstinência em pacientes cronicamente expostos e a necessidade de investigação toxicológica para confirmar a substância e descartar coingestões.
Os sinais clássicos incluem a tríade de miose (pupilas puntiformes), depressão respiratória (bradipneia, respiração irregular) e rebaixamento do nível de consciência, que pode variar de sonolência a coma.
A conduta inicial envolve suporte ventilatório e oxigenioterapia, além da administração de naloxona, que é o antídoto específico para reverter os efeitos dos opioides. A dose e via de administração dependem da idade e gravidade.
Embora a homatropina seja um anticolinérgico, os sintomas apresentados pela criança (miose, depressão respiratória, rebaixamento de consciência) são predominantemente de intoxicação opioide. A homatropina causaria midríase e outros sinais anticolinérgicos, que não são os mais proeminentes aqui.
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