Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2024
Na sala de emergência chega um lactente com história de que há 3 dias iniciou quadro de coriza, obstrução nasal, tosse seca, sem febre. Mãe relata ter utilizado, há 1 hora, medicação sintomática para o resfriado, lavagem nasal (não sabe o nome das medicações) e inalação. Após alguns minutos a criança ficou "estranha", pálida, sonolenta e não quis mamar. Ao exame físico: apresenta-se com rebaixamento do nível de consciência, pálida, chorosa, sudoreica e bradicárdica. Diante do quadro, qual alternativa apresenta a melhor relação entre diagnóstico e conduta?
Lactente com sintomas de resfriado + uso de descongestionante nasal + bradicardia/sonolência → Intoxicação por nafazolina.
A nafazolina, um agonista alfa-adrenérgico, é contraindicada em lactentes devido ao risco de absorção sistêmica e efeitos colaterais graves como bradicardia, hipotensão, sonolência e rebaixamento do nível de consciência. O tratamento é de suporte, visando estabilizar o paciente.
A intoxicação por nafazolina em lactentes é uma emergência pediátrica relativamente comum, frequentemente decorrente do uso inadequado de descongestionantes nasais. A nafazolina é um agonista alfa-adrenérgico que causa vasoconstrição local, mas em crianças pequenas, a absorção sistêmica pode ser significativa devido à maior relação superfície/peso e imaturidade metabólica. Isso leva a efeitos sistêmicos graves, principalmente no sistema cardiovascular e nervoso central. Os sintomas típicos incluem rebaixamento do nível de consciência, sonolência, letargia, palidez, sudorese, bradicardia e, em casos mais graves, hipotensão e depressão respiratória. A história clínica de uso recente de descongestionante nasal em um lactente com esses sintomas é crucial para o diagnóstico. É fundamental orientar os pais sobre os riscos e a contraindicação desses medicamentos em crianças menores. O manejo da intoxicação por nafazolina é essencialmente de suporte. Inclui monitorização contínua dos sinais vitais, especialmente frequência cardíaca e respiratória, e nível de consciência. A manutenção da via aérea e ventilação adequada são prioritárias. Em casos de bradicardia grave e sintomática, a atropina pode ser utilizada. Medidas de descontaminação gastrointestinal, como lavagem gástrica ou carvão ativado, geralmente não são eficazes devido à rápida absorção e ao início precoce dos sintomas. A educação dos pais sobre o uso seguro de medicamentos pediátricos é a melhor forma de prevenção.
Os sinais incluem rebaixamento do nível de consciência, sonolência, palidez, sudorese, bradicardia e, em casos graves, hipotensão e depressão respiratória. Geralmente ocorre após o uso de descongestionantes nasais contendo nafazolina.
A conduta é primariamente de suporte, incluindo monitorização cardíaca e respiratória, manutenção da via aérea, hidratação e, se necessário, atropina para bradicardia grave. Lavagem gástrica ou carvão ativado não são rotineiramente indicados devido ao rápido início dos sintomas.
A nafazolina é um vasoconstritor potente que, quando absorvido sistemicamente em lactentes (que possuem maior superfície de absorção e menor peso), pode causar efeitos adversos graves no sistema nervoso central e cardiovascular, como bradicardia e depressão.
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