HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2017
Um importante contribuinte para mortalidade precoce em queimaduras é o envenenamento por Monóxido de Carbono decorrente de inalação de fumaça. Sabemos que sua afinidade para a Hemoglobina é maior que o Oxigênio, o que pode levar à anóxia e à morte pelo decréscimo dos níveis de hemoglobina oxigenada. A afinidade do Monóxido de Carbono para a Hemoglobina é:
CO tem afinidade 200-250x maior pela Hb que O2 → anóxia tecidual grave.
A alta afinidade do monóxido de carbono pela hemoglobina forma a carboxihemoglobina, que não transporta oxigênio. Além disso, o CO desloca a curva de dissociação da oxi-hemoglobina para a esquerda, dificultando a liberação de O2 para os tecidos, resultando em anóxia grave e disfunção celular.
A intoxicação por monóxido de carbono (CO) é uma causa significativa de morbidade e mortalidade, especialmente em vítimas de incêndios e inalação de fumaça. O CO é um gás inodoro, incolor e insípido, o que o torna particularmente perigoso. Sua toxicidade reside na sua capacidade de se ligar à hemoglobina com uma afinidade 200 a 250 vezes maior que o oxigênio, formando a carboxihemoglobina (COHb). A formação de COHb impede o transporte de oxigênio para os tecidos, resultando em anóxia hipóxica. Além disso, o CO desloca a curva de dissociação da oxi-hemoglobina para a esquerda, dificultando a liberação do oxigênio restante para os tecidos, exacerbando a hipóxia celular. Os sintomas variam de cefaleia e náuseas em exposições leves a coma e morte em casos graves, e a oximetria de pulso convencional pode ser enganosa, pois não diferencia COHb de oxi-hemoglobina. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com a dosagem de COHb. O tratamento consiste na administração de oxigênio a 100% para competir com o CO pela ligação à hemoglobina e acelerar sua eliminação. Em casos de intoxicação grave, como perda de consciência, acidose metabólica ou disfunção neurológica, a oxigenoterapia hiperbárica é indicada para reduzir a meia-vida do CO e prevenir sequelas neurológicas, especialmente as tardias.
A principal causa é o envenenamento por monóxido de carbono, que compete com o oxigênio pela ligação à hemoglobina, levando à anóxia tecidual e disfunção celular generalizada.
O monóxido de carbono se liga à hemoglobina com uma afinidade muito maior que o oxigênio, formando a carboxihemoglobina (COHb), que é incapaz de transportar oxigênio. Além disso, o CO desloca a curva de dissociação da oxi-hemoglobina para a esquerda, dificultando a liberação de O2 para os tecidos.
O tratamento inicial é a administração de oxigênio a 100% por máscara não reinalante. Em casos graves, como perda de consciência ou acidose metabólica, a oxigenoterapia hiperbárica pode ser indicada para acelerar a dissociação do CO da hemoglobina e prevenir sequelas.
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