HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2020
Assinale a alternativa que apresenta apenas etiologias de intoxicação aguda que cursam com acidose metabólica grave.
Intoxicação por Metformina e Salicilato → acidose metabólica grave com anion gap elevado.
A metformina pode causar acidose lática grave, especialmente em pacientes com insuficiência renal, devido ao acúmulo do fármaco. O salicilato, em doses tóxicas, causa acidose metabólica por desacoplamento da fosforilação oxidativa e inibição de enzimas do ciclo de Krebs, além de alcalose respiratória inicial.
A intoxicação aguda é uma emergência médica comum, e a identificação rápida da etiologia é crucial para o manejo adequado. Dentre as diversas causas, algumas se destacam por induzir acidose metabólica grave, um distúrbio eletrolítico que pode ser fatal se não tratado prontamente. A compreensão dos mecanismos fisiopatológicos por trás dessas intoxicações é fundamental para o diagnóstico e a conduta terapêutica. A metformina, um hipoglicemiante oral amplamente utilizado, pode causar acidose lática grave, especialmente em pacientes com fatores de risco como insuficiência renal, hepática ou cardíaca, e hipóxia. O salicilato, presente em medicamentos como a aspirina, em doses tóxicas, provoca uma complexa alteração ácido-base, inicialmente com alcalose respiratória (devido à estimulação do centro respiratório) e posteriormente acidose metabólica com anion gap elevado, por desacoplamento da fosforilação oxidativa. O tratamento dessas intoxicações varia conforme o agente e a gravidade. Para a intoxicação por metformina, a hemodiálise é uma opção eficaz para remover o fármaco e corrigir a acidose. Na intoxicação por salicilato, a alcalinização urinária e, em casos graves, a hemodiálise são medidas essenciais. O reconhecimento precoce desses quadros e a intervenção adequada são pilares para melhorar o prognóstico dos pacientes.
A intoxicação por salicilato pode apresentar taquipneia, febre, tinnitus, náuseas, vômitos, confusão mental e, em casos graves, convulsões e coma, além de distúrbios ácido-base complexos.
A metformina inibe a gliconeogênese hepática e a cadeia respiratória mitocondrial, levando ao acúmulo de lactato e, consequentemente, à acidose lática, especialmente em situações de hipóxia ou disfunção renal.
Além da gasometria arterial para avaliar o distúrbio ácido-base, é crucial dosar os níveis séricos de salicilato, eletrólitos, glicemia, função renal e hepática.
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