SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2022
Um paciente de 25 anos foi trazido para a emergência, com rebaixamento do nível de consciência e dispneia. Acompanhantes relataram que o quadro clínico começou com agitação psicomotora, durante a qual o paciente dizia que não estava enxergando direito. À admissão, ele estava normotenso, mas com acentuada taquipneia e torporoso. Gasimetria arterial revelou intensa acidose metabólica com pH 7,12, bicarbonato 7 mEq/L e ânion gap elevado. Qual das opções abaixo melhor justificaria o quadro clínico-laboratorial desse caso?
Intoxicação por metanol → acidose metabólica com AG elevado + distúrbios visuais + rebaixamento de consciência.
A intoxicação por metanol é uma emergência médica que cursa com acidose metabólica de alto anion gap devido à formação de ácidos fórmicos. A tríade clássica inclui distúrbios visuais, rebaixamento do nível de consciência e acidose grave, sendo crucial o diagnóstico rápido para intervenção.
A intoxicação por metanol é uma emergência médica grave, frequentemente associada à ingestão acidental ou intencional de produtos contendo metanol, como solventes ou álcool adulterado. Sua importância clínica reside na alta morbimortalidade se não diagnosticada e tratada precocemente, sendo um tema relevante para provas de residência e prática clínica. A rápida identificação dos sinais e sintomas é crucial para um desfecho favorável. A fisiopatologia envolve a metabolização do metanol pela álcool desidrogenase em formaldeído e, posteriormente, pela aldeído desidrogenase em ácido fórmico. É o acúmulo do ácido fórmico que causa a toxicidade, levando à inibição da citocromo oxidase e disfunção mitocondrial, resultando em acidose metabólica grave com anion gap elevado e danos específicos ao nervo óptico e gânglios da base. A suspeita deve surgir em pacientes com acidose metabólica inexplicada, distúrbios visuais e rebaixamento do nível de consciência. O tratamento visa bloquear a metabolização do metanol e remover o tóxico. Isso é feito com fomepizol (preferencial) ou etanol, que competem pela álcool desidrogenase, e correção da acidose com bicarbonato. A hemodiálise é indicada em casos de acidose grave, disfunção orgânica significativa, ou níveis séricos elevados de metanol, sendo o método mais eficaz para remover o metanol e seus metabólitos.
A intoxicação por metanol manifesta-se com rebaixamento do nível de consciência, agitação psicomotora, dispneia e, classicamente, distúrbios visuais como "neve" ou cegueira, além de dor abdominal e náuseas.
A gasometria arterial revela uma intensa acidose metabólica com pH baixo e bicarbonato reduzido, acompanhada de um anion gap elevado, indicando acúmulo de ácidos orgânicos como o ácido fórmico.
A conduta inicial envolve estabilização do paciente, correção da acidose metabólica com bicarbonato de sódio, e administração de antídotos como fomepizol ou etanol, além de considerar hemodiálise para remover o tóxico e seus metabólitos.
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