ENARE/ENAMED — Prova 2023
L.B.C., 53 anos, sexo feminino, casada, trabalha há anos em fábrica de lâmpadas fluorescentes, procura UPA com queixa de fadiga, perda de peso, perda de apetite, sialorreia, afrouxamento dos dentes, irritabilidade e tremores. Diante do exposto, pode-se afirmar que se trata de intoxicação exógena por
Exposição a lâmpadas fluorescentes + tremores, sialorreia, irritabilidade = Intoxicação por mercúrio.
A intoxicação crônica por mercúrio (hidrargirismo) é caracterizada por uma tríade clássica de tremores, alterações neuropsiquiátricas (irritabilidade, labilidade emocional) e gengivoestomatite com sialorreia e afrouxamento dos dentes, frequentemente associada a exposição ocupacional.
A intoxicação por mercúrio, também conhecida como hidrargirismo, é uma condição de saúde pública relevante, especialmente em contextos de exposição ocupacional ou ambiental. O mercúrio pode existir em diferentes formas (elementar, inorgânico e orgânico), cada uma com toxicocinética e toxicodinâmica distintas. A exposição crônica ao mercúrio elementar (vapor), comum em indústrias como a de lâmpadas fluorescentes, é classicamente associada a uma tríade de sintomas que afetam os sistemas nervoso central, renal e gastrointestinal. Os sintomas neurológicos incluem tremores (inicialmente finos, progredindo para movimentos mais amplos), eretismo (irritabilidade, labilidade emocional, insônia, perda de memória) e, em casos graves, ataxia e disartria. As manifestações orais e gastrointestinais compreendem sialorreia, gengivoestomatite, afrouxamento dos dentes e dor abdominal. A perda de peso e fadiga são sintomas inespecíficos que podem acompanhar o quadro. O diagnóstico é feito pela história clínica e ocupacional, e confirmado pela dosagem de mercúrio em amostras biológicas, como sangue ou urina de 24 horas. O tratamento da intoxicação por mercúrio consiste primeiramente na interrupção da exposição. Em casos de intoxicação significativa, a terapia de quelação com agentes como o DMSA (ácido dimercaptosuccínico) ou o DMPS (ácido 2,3-dimercaptopropano-1-sulfônico) pode ser utilizada para aumentar a excreção do metal. O prognóstico depende da gravidade da exposição e da prontidão do tratamento, sendo que alguns sintomas neurológicos podem ser irreversíveis em casos de intoxicação crônica grave.
A intoxicação crônica por mercúrio, ou hidrargirismo, manifesta-se classicamente por tremores (inicialmente nas mãos, progredindo para outras partes do corpo), alterações neuropsiquiátricas como irritabilidade, labilidade emocional e insônia, e manifestações orais como gengivoestomatite, sialorreia e afrouxamento dos dentes.
As fontes comuns de exposição incluem ocupações como mineração de ouro, fabricação de lâmpadas fluorescentes, termômetros e barômetros, e algumas indústrias químicas. A ingestão de peixes contaminados e o uso de amálgamas dentárias também são fontes, embora com menor risco de intoxicação grave.
O diagnóstico é baseado na história de exposição e nos sintomas clínicos, confirmado pela dosagem de mercúrio no sangue ou urina. O tratamento envolve a remoção da fonte de exposição e, em casos graves, a quelação com agentes como DMSA (ácido dimercaptosuccínico) ou DMPS (ácido 2,3-dimercaptopropano-1-sulfônico).
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