FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2023
Paciente, 12 anos, sexo feminino, dá entrada no pronto socorro com tontura, dilatação pupilar, náuseas, febre, rubor facial, pais relatam que a filha apresentou crise de pânico narrando perseguição de animais gigantes. O provável agente responsável pelo quadro é:
Midríase + alucinações visuais vívidas + pânico + hipertermia → Intoxicação por alucinógeno (LSD).
A intoxicação por LSD (Dietilamida do Ácido Lisérgico) é caracterizada por efeitos psicodélicos intensos, incluindo alucinações visuais e auditivas, distorções perceptivas, pânico, ansiedade, além de sintomas autonômicos como midríase, taquicardia, hipertensão e hipertermia.
A intoxicação por substâncias psicoativas é uma emergência comum em pronto-socorro, e o reconhecimento rápido do agente causal é fundamental para o manejo adequado. O Dietilamida do Ácido Lisérgico (LSD) é um potente alucinógeno que atua principalmente nos receptores de serotonina, causando profundas alterações na percepção, humor e cognição. Os sintomas da intoxicação por LSD incluem midríase, taquicardia, hipertensão, hipertermia, náuseas, tremores e, mais notavelmente, alucinações visuais e auditivas vívidas, sinestesia, distorções temporais e espaciais, e alterações emocionais que podem variar de euforia a pânico intenso e psicose. O quadro de pânico com alucinações de 'animais gigantes' é altamente sugestivo de um efeito psicodélico. O tratamento é principalmente de suporte, visando a estabilização do paciente, controle da agitação e ansiedade (benzodiazepínicos são a primeira linha), e manejo de sintomas autonômicos. É crucial garantir um ambiente calmo e seguro. A diferenciação de outras intoxicações (como por estimulantes ou anticolinérgicos) e de quadros psiquiátricos primários é importante para guiar a terapia.
Os principais sintomas incluem midríase, taquicardia, hipertensão, hipertermia, náuseas, tremores, e intensas alucinações visuais e auditivas, distorções perceptivas, além de estados emocionais que variam de euforia a pânico e psicose.
A intoxicação por LSD se diferencia de estimulantes pela proeminência das alucinações visuais complexas e distorções perceptivas. De anticolinérgicos, diferencia-se pela ausência de pele seca e mucosas secas, embora ambos possam causar midríase e hipertermia.
A conduta inicial é de suporte, visando a estabilização do paciente. Inclui garantir um ambiente calmo e seguro, controlar a agitação e ansiedade com benzodiazepínicos (primeira linha), e monitorar e tratar sintomas autonômicos como hipertermia e taquicardia.
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