Intoxicação por Colinesterase: Sintomas Muscarínicos

HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2020

Enunciado

Considerando identificar as principais manifestações da intoxicação aguda por inibidores de colinesterase as manifestações muscarínicas são listadas abaixo, indique o item completamente correto:

Alternativas

  1. A) Broncoespasmos, vômito e obstipação, incontinência urinária, dispneia, dor abdominal, fadiga respiratória e disúria.
  2. B) Broncoespasmos, vômito e diarreia, incontinência urinária, dispneia, dor abdominal, fadiga respiratória e disúria.
  3. C) Broncoespasmos, vômito e diarreia, continência urinária, dispneia, dor abdominal, fadiga respiratória e poliúria.
  4. D) Broncodilatação, vômito e diarreia, incontinência urinária, dispneia, dor abdominal, fadiga respiratória e disúria.

Pérola Clínica

Intoxicação colinérgica (muscarínica): SLUDGE/DUMBELS → Salivação, Lacrimação, Urinação, Defecação, Gastric upset, Emesis, Broncoespasmo, Miose.

Resumo-Chave

A intoxicação por inibidores de colinesterase leva ao acúmulo de acetilcolina nas sinapses, ativando receptores muscarínicos e nicotínicos. As manifestações muscarínicas são amplas e afetam principalmente o sistema parassimpático, causando hipersecreção e contração da musculatura lisa, como broncoespasmo e diarreia.

Contexto Educacional

A intoxicação por inibidores de colinesterase, frequentemente causada por organofosforados ou carbamatos, é uma emergência médica grave. Esses agentes inativam a enzima acetilcolinesterase, levando ao acúmulo excessivo de acetilcolina nas sinapses colinérgicas. Isso resulta em uma hiperestimulação dos receptores muscarínicos e nicotínicos, gerando uma síndrome colinérgica com manifestações multissistêmicas. O reconhecimento rápido dos sintomas é vital para um manejo eficaz. As manifestações muscarínicas são as mais proeminentes e frequentemente as que levam à maior morbidade, especialmente as respiratórias (broncoespasmo, hipersecreção, edema pulmonar não cardiogênico) e cardiovasculares (bradicardia). Os sintomas gastrointestinais (vômitos, diarreia, dor abdominal) e geniturinários (incontinência) também são comuns. A miose é um sinal clássico, mas pode estar ausente. A fadiga respiratória é uma complicação grave que pode ser fatal se não tratada prontamente. O tratamento visa reverter os efeitos da acetilcolina em excesso. A atropina é o antídoto de escolha para os sintomas muscarínicos, devendo ser administrada em doses tituladas até a atropinização (secura de mucosas, melhora da bradicardia e broncoespasmo). As oximas, como a pralidoxima, são reativadores da colinesterase e são mais eficazes contra os efeitos nicotínicos, mas devem ser administradas precocemente. O suporte ventilatório é frequentemente necessário devido à insuficiência respiratória.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas muscarínicos da intoxicação por inibidores de colinesterase?

Os sintomas muscarínicos incluem broncoespasmo, hipersecreção brônquica, miose, lacrimejamento, salivação, bradicardia, vômitos, diarreia, dor abdominal, incontinência urinária e sudorese. Podem ser lembrados pelo mnemônico SLUDGE ou DUMBELS.

Como diferenciar os sintomas muscarínicos dos nicotínicos na intoxicação?

Os sintomas muscarínicos afetam principalmente órgãos inervados pelo sistema parassimpático. Já os sintomas nicotínicos envolvem fasciculações musculares, fraqueza, paralisia (incluindo diafragmática), taquicardia e hipertensão (por estimulação ganglionar).

Qual é o tratamento inicial para a intoxicação por inibidores de colinesterase?

O tratamento inicial consiste em descontaminação (se aplicável), suporte ventilatório se houver insuficiência respiratória, e administração de atropina para reverter os efeitos muscarínicos. Oximas (ex: pralidoxima) podem ser usadas para reativar a colinesterase, principalmente para efeitos nicotínicos, se administradas precocemente.

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