INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Pré-escolar de 3 anos e 4 meses de idade deu entrada no pronto-socorro apresentando rigidez e espasmos musculares e hipertermia. Não apresentava dificuldade respiratória. Ausculta cardíaca sem anormalidades. Sem história prévia de doença cardíaca. O paciente estava recebendo oxigenoterapia quando um primo dele, de quatro anos, deu entrada no mesmo hospital, com quadro semelhante. Ambos haviam passado as últimas 12 horas na casa da avó materna, que há anos faz tratamento de esquizofrenia e hipertensão arterial.As evidências clínicas dessa história induzem a necessidade de o médico investigar
Criança com rigidez, espasmos musculares e hipertermia + histórico de contato com antipsicótico → suspeitar intoxicação por haloperidol (síndrome extrapiramidal).
A intoxicação por haloperidol em crianças pode manifestar-se com sintomas extrapiramidais graves, como rigidez muscular, espasmos (distonia) e hipertermia, mimetizando outras condições. O histórico de acesso a medicamentos de terceiros, como antipsicóticos de um familiar, é crucial para o diagnóstico.
A intoxicação exógena em crianças é uma emergência pediátrica comum, e a ingestão acidental de medicamentos de adultos é uma causa frequente. O haloperidol, um antipsicótico típico, é um medicamento potente que, mesmo em pequenas doses, pode causar efeitos adversos graves em crianças, principalmente síndromes extrapiramidais. É vital para o residente suspeitar dessa condição diante de um quadro clínico compatível e histórico de exposição. O quadro clínico de intoxicação por haloperidol em crianças pode incluir rigidez muscular, espasmos (distonia aguda, como torcicolo, crise oculogírica), tremores, acatisia e hipertermia. A presença de múltiplos pacientes com sintomas semelhantes, como no caso dos primos, reforça a suspeita de uma exposição comum a uma substância tóxica. O diagnóstico diferencial é amplo, mas o histórico de acesso a medicamentos de um familiar com transtorno psiquiátrico é um forte indício. O manejo da intoxicação por haloperidol é de suporte, com atenção à via aérea, respiração e circulação. Para os sintomas extrapiramidais, o tratamento inclui anticolinérgicos como biperideno ou anti-histamínicos como difenidramina. A prevenção é a melhor abordagem, com orientação aos pais e cuidadores sobre o armazenamento seguro de medicamentos.
Os principais sintomas incluem rigidez muscular, espasmos (distonia aguda), tremores, acatisia, hipertermia e alterações do nível de consciência. Em casos graves, pode evoluir para síndrome neuroléptica maligna.
O histórico de exposição a medicamentos, especialmente antipsicóticos, é fundamental. O diagnóstico diferencial inclui infecções do SNC, tétano, outras intoxicações e síndromes metabólicas.
A conduta inicial envolve suporte vital, descontaminação gastrointestinal se recente, e administração de antídotos para sintomas extrapiramidais, como biperideno ou difenidramina.
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