SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2022
Assinale a alternativa que contém a correta relação entre antídoto e tóxico.
Intoxicação por etilenoglicol/metanol → Etanol ou Fomepizol inibem álcool desidrogenase.
O etanol atua como antídoto para intoxicações por etilenoglicol e metanol, competindo pela enzima álcool desidrogenase e impedindo a formação de metabólitos tóxicos. O fomepizol é uma alternativa mais específica e com menos efeitos adversos, também com o mesmo mecanismo de ação.
A toxicologia clínica é uma área fundamental na medicina de emergência, exigindo conhecimento preciso sobre a relação entre tóxicos e seus antídotos. Intoxicações por álcoois tóxicos como etilenoglicol e metanol são emergências que podem levar a acidose metabólica grave, insuficiência renal e morte se não tratadas prontamente. A fisiopatologia dessas intoxicações envolve a metabolização por álcool desidrogenase em metabólitos altamente tóxicos. O diagnóstico é baseado na história clínica, sintomas (acidose metabólica com gap osmolar e aniônico elevado) e dosagem dos níveis séricos. A suspeita deve ser alta em casos de ingestão de substâncias desconhecidas ou em pacientes com acidose metabólica inexplicada. O tratamento visa bloquear a formação dos metabólitos tóxicos e remover a substância. O etanol e o fomepizol são os antídotos que inibem a álcool desidrogenase. Além disso, a hemodiálise pode ser necessária para remover o tóxico e seus metabólitos. O manejo rápido e correto é crucial para o prognóstico do paciente.
O etanol compete com o etilenoglicol e o metanol pela enzima álcool desidrogenase, que é responsável por metabolizar essas substâncias em seus metabólitos tóxicos. Ao saturar a enzima, o etanol impede a formação desses metabólitos, reduzindo a toxicidade.
Para intoxicação por cianeto, os principais antídotos são hidroxicobalamina e tiossulfato de sódio. Para intoxicação por monóxido de carbono, o tratamento primário é a administração de oxigênio a 100%, preferencialmente hiperbárico.
A epinefrina não é o antídoto para organofosforados; na verdade, pode agravar a toxicidade cardiovascular. Os antídotos corretos são atropina para bloquear os efeitos muscarínicos e pralidoxima para reativar a acetilcolinesterase.
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