AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2022
Qual é a hipótese diagnóstica mais provável para paciente com história de uso de várias substâncias de abuso e que se apresenta com taquicardia, midríase e hipertensão arterial?
Intoxicação por estimulantes → síndrome simpaticomimética (taquicardia, midríase, hipertensão, agitação).
A síndrome simpaticomimética é caracterizada por hiperatividade autonômica, incluindo taquicardia, hipertensão, midríase, diaforese e agitação. É comumente associada à intoxicação por estimulantes como cocaína e anfetaminas, exigindo reconhecimento rápido para manejo adequado.
A intoxicação por estimulantes é uma emergência médica e psiquiátrica comum, especialmente em grandes centros urbanos. O reconhecimento da síndrome simpaticomimética é crucial para o diagnóstico e manejo rápido, prevenindo complicações graves como arritmias, infarto do miocárdio, AVC e hipertermia maligna. A história de uso de múltiplas substâncias de abuso deve sempre levantar a suspeita de intoxicação ou abstinência. Fisiopatologicamente, os estimulantes aumentam a liberação de catecolaminas (noradrenalina, dopamina) e/ou inibem sua recaptação, resultando em hiperestimulação simpática. O diagnóstico é clínico, baseado nos sinais e sintomas característicos. Exames complementares como ECG, eletrólitos e toxicologia podem ser úteis para avaliar complicações e confirmar a substância, mas não devem atrasar o tratamento. O tratamento é de suporte, visando à estabilização hemodinâmica e ao controle dos sintomas. Benzodiazepínicos são a primeira linha para agitação e convulsões. Em casos de hipertensão grave ou taquicardia, podem ser usados anti-hipertensivos e betabloqueadores (com cautela, pois podem piorar a hipertensão coronariana se usados isoladamente). A hipertermia deve ser tratada agressivamente com resfriamento.
Os principais sinais incluem taquicardia, hipertensão, midríase, agitação psicomotora, diaforese e hipertermia, refletindo a hiperatividade do sistema nervoso simpático.
A conduta inicial foca na estabilização do paciente, controle da agitação com benzodiazepínicos, monitoramento cardíaco e da pressão arterial, e tratamento de hipertermia e convulsões.
A intoxicação por estimulantes cursa com midríase e agitação, enquanto a abstinência de benzodiazepínicos pode apresentar convulsões e delirium, mas geralmente sem midríase proeminente ou hipertensão tão marcada.
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