Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2023
Assinale a alternativa que apresenta a correta correlação entre alteração eletrocardiográfica e intoxicação aguda.
Intoxicação digitálica → arritmias variadas, incluindo ritmo juncional com onda P ausente.
A intoxicação por digitálicos (como a digoxina) é conhecida por causar uma ampla gama de arritmias cardíacas, desde bradicardias e bloqueios atrioventriculares até taquiarritmias ventriculares e atriais. A presença de um ritmo juncional, onde a onda P pode estar ausente ou retrógrada, é uma manifestação clássica da toxicidade digitálica.
A intoxicação por digitálicos, como a digoxina, é uma condição de grande relevância clínica, especialmente em pacientes idosos ou com insuficiência renal, devido à sua estreita janela terapêutica. O eletrocardiograma (ECG) desempenha um papel crucial no diagnóstico, pois a toxicidade digitálica pode induzir uma vasta gama de arritmias cardíacas, que vão desde bradicardias e bloqueios atrioventriculares até taquiarritmias atriais e ventriculares. Entre as manifestações eletrocardiográficas clássicas da intoxicação digitálica, destacam-se a bradicardia sinusal, o prolongamento do intervalo PR, os bloqueios atrioventriculares de primeiro, segundo e terceiro graus, e a taquicardia atrial com bloqueio atrioventricular. Além disso, a digoxina pode precipitar extrassístoles ventriculares (frequentemente em bigeminismo) e ritmos juncionais. Nestes ritmos juncionais, a onda P pode estar ausente, retrógrada (após o QRS) ou mascarada dentro do complexo QRS, o que justifica a correlação apresentada na questão. É fundamental que residentes e médicos emergencistas estejam familiarizados com essas alterações para um diagnóstico precoce e manejo adequado da intoxicação. O tratamento envolve a suspensão do digitálico, correção de distúrbios eletrolíticos (especialmente hipocalemia) e, em casos graves com arritmias ameaçadoras à vida, a administração de fragmentos de anticorpos antidigoxina (Fab).
As arritmias mais comuns incluem bradicardia sinusal, bloqueios atrioventriculares de diferentes graus, taquicardia atrial com bloqueio AV, extrassístoles ventriculares (especialmente bigeminismo) e ritmos juncionais.
A ausência de onda P pode ocorrer devido à supressão do nó sinusal e ao surgimento de um ritmo de escape juncional, onde o impulso se origina no nó AV ou feixe de His, não no átrio.
Além das arritmias, a toxicidade por digoxina pode causar depressão do segmento ST com aspecto de "colher de pedreiro", encurtamento do intervalo QT e inversão da onda T, embora estas sejam menos específicas.
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