FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2024
Uma menina de um ano e dez meses de idade foi levada ao pronto‑socorro com sinais de depressão neurológica. Apresentava‑se hipotérmica, bradicárdica, normotensa, pálida e sonolenta. A criança foi encontrada com frasco de descongestionante nasal. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a conduta a ser adotada para a paciente.
Intoxicação pediátrica por descongestionante nasal (alfa-adrenérgico) → medidas de suporte e monitorização, evitar esvaziamento gástrico.
A intoxicação por descongestionantes nasais em crianças, devido aos seus efeitos alfa-adrenérgicos, manifesta-se com bradicardia, hipotermia, depressão do SNC e palidez. O tratamento é primariamente de suporte, com monitorização rigorosa dos sinais vitais, pois a maioria dos casos é autolimitada. Medidas como indução de vômitos ou carvão ativado são geralmente desaconselhadas.
A intoxicação por descongestionantes nasais em crianças é uma ocorrência comum e potencialmente grave, dada a ampla disponibilidade desses produtos e a curiosidade infantil. Os descongestionantes nasais tópicos, como a oximetazolina e a nafazolina, são agonistas alfa-adrenérgicos potentes. A ingestão acidental pode levar a uma síndrome de toxicidade alfa-adrenérgica, mesmo em pequenas doses. As manifestações clínicas incluem depressão do sistema nervoso central (sonolência, letargia, coma), bradicardia, hipotermia, palidez e, paradoxalmente, hipotensão ou hipertensão. Em casos graves, pode ocorrer depressão respiratória. O diagnóstico é clínico, baseado na história de exposição e nos sintomas apresentados. O manejo da intoxicação é primariamente de suporte. A conduta mais adequada é a monitorização rigorosa dos sinais vitais, manutenção da temperatura corporal, e suporte ventilatório e hemodinâmico conforme necessário. Medidas de descontaminação gastrointestinal, como a indução de vômitos ou a administração de carvão ativado, geralmente não são recomendadas. A indução de vômitos é contraindicada devido ao risco de aspiração em pacientes com nível de consciência alterado, e o carvão ativado tem eficácia limitada para esses compostos e pode ter riscos em crianças. A maioria dos casos tem um curso autolimitado com medidas de suporte adequadas.
Os sintomas incluem depressão do sistema nervoso central (sonolência, letargia), bradicardia, hipotermia, palidez e, em casos graves, hipotensão ou hipertensão paradoxal.
A indução de vômitos é contraindicada devido ao risco de aspiração em pacientes com alteração do nível de consciência, e a lavagem gástrica tem eficácia limitada e riscos de complicações, não sendo rotineiramente indicada para essa intoxicação.
O tratamento é essencialmente de suporte, incluindo monitorização contínua dos sinais vitais, manutenção da temperatura corporal, suporte ventilatório se necessário e correção de distúrbios hidroeletrolíticos.
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