FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2017
A galvanoplastia corresponde ao processo eletrolítico para recobrimento metálico de objetos, sendo a cromo hexavalente o metal mais utilizado neste processo. A sua utilização é de preocupação do ponto de vista de saúde pública, pois pode ocasionar aos trabalhadores:
Exposição ocupacional a cromo hexavalente → perfuração septo nasal e dermatose.
O cromo hexavalente é um agente químico altamente tóxico e irritante, especialmente para mucosas e pele. A inalação prolongada de seus vapores pode causar lesões graves nas vias aéreas superiores, como a perfuração do septo nasal, enquanto o contato dérmico leva a dermatites.
A galvanoplastia é um processo industrial amplamente utilizado para revestir objetos com uma camada metálica, conferindo-lhes maior resistência à corrosão, dureza ou melhor aparência. O cromo hexavalente (Cr VI) é um dos metais mais empregados nesse processo, especialmente no cromagem. No entanto, sua utilização representa um sério risco à saúde pública e ocupacional devido à sua alta toxicidade, mutagenicidade e carcinogenicidade. A exposição ocupacional ao cromo hexavalente ocorre principalmente por inalação de aerossóis e vapores, e por contato dérmico. Os efeitos na saúde são diversos e dependem da via, duração e intensidade da exposição. As manifestações mais características e precoces incluem irritação das vias aéreas superiores, levando a rinite, epistaxe e, em casos crônicos, à perfuração do septo nasal, um sinal patognomônico de exposição significativa. Além dos efeitos respiratórios, o cromo hexavalente é um potente sensibilizante e irritante cutâneo, causando dermatites de contato, eczemas e úlceras. A longo prazo, a exposição crônica está associada a um risco aumentado de câncer de pulmão e outras neoplasias. A prevenção é fundamental e envolve rigorosas medidas de engenharia (ventilação exaustora), administrativas (redução do tempo de exposição) e uso de equipamentos de proteção individual, além de vigilância médica contínua dos trabalhadores.
A inalação de cromo hexavalente pode causar irritação da mucosa nasal, faringite, laringite, bronquite e, em casos crônicos, perfuração do septo nasal devido à sua ação corrosiva e ulcerativa.
O contato dérmico com cromo hexavalente pode levar a dermatites de contato irritativas ou alérgicas, caracterizadas por eritema, pápulas, vesículas e ulcerações, conhecidas como "úlceras de cromo".
Medidas preventivas incluem ventilação adequada, uso de equipamentos de proteção individual (máscaras, luvas, óculos), higiene pessoal rigorosa, monitoramento ambiental e exames médicos periódicos para detecção precoce de lesões.
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