UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2020
O nitroprussiato de sódio, empregado em emergência hipertensiva, é metabolizado pelo organismo humano em cianeto. Isto pode ocasionar:
Nitroprussiato → metabolização em cianeto → acidose metabólica.
O nitroprussiato de sódio, um potente vasodilatador, libera óxido nítrico e cianeto. O cianeto inibe a citocromo oxidase, bloqueando a fosforilação oxidativa e levando à acidose metabólica láctica, um efeito adverso grave em uso prolongado ou altas doses.
O nitroprussiato de sódio é um vasodilatador potente e de ação rápida, amplamente utilizado no manejo de emergências hipertensivas e insuficiência cardíaca grave. Sua eficácia reside na liberação de óxido nítrico, que relaxa a musculatura lisa vascular, mas seu metabolismo também gera cianeto, um subproduto tóxico. A importância clínica reside na necessidade de monitorização rigorosa e conhecimento de seus efeitos adversos. A fisiopatologia da toxicidade por cianeto envolve a inibição da citocromo oxidase, uma enzima crucial na cadeia de transporte de elétrons mitocondrial. Isso impede a fosforilação oxidativa, levando à hipóxia tecidual e à mudança para o metabolismo anaeróbico, com consequente produção excessiva de lactato e desenvolvimento de acidose metabólica. A suspeita deve surgir em pacientes com acidose metabólica inexplicável, especialmente aqueles com disfunção renal ou em uso prolongado/altas doses de nitroprussiato. O tratamento da intoxicação por cianeto exige a interrupção imediata do nitroprussiato e a administração de antídotos específicos, como a hidroxicobalamina, que se liga ao cianeto formando cianocobalamina não tóxica, ou o tiossulfato de sódio, que facilita a conversão de cianeto em tiocianato, menos tóxico e excretável. A monitorização dos níveis de tiocianato e cianeto, juntamente com o equilíbrio ácido-base, é fundamental para guiar a terapia e garantir um prognóstico favorável.
Os sinais incluem acidose metabólica inexplicável, taquicardia, hipotensão, confusão mental e arritmias. A suspeita deve ser alta em pacientes com disfunção renal ou uso prolongado.
O tratamento envolve a interrupção do nitroprussiato e a administração de antídotos como hidroxicobalamina ou tiossulfato de sódio, que ajudam a detoxificar o cianeto.
O nitroprussiato é metabolizado em cianeto, que inibe a citocromo oxidase na cadeia de transporte de elétrons, impedindo a respiração celular e levando ao acúmulo de lactato, resultando em acidose metabólica.
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