HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023
Na intoxicação aguda por carbamatos:
Intoxicação por carbamatos → síndrome colinérgica por inibição da colinesterase; tratamento = atropina.
Carbamatos inibem reversivelmente a enzima acetilcolinesterase, levando ao acúmulo de acetilcolina na fenda sináptica e hiperestimulação colinérgica. Isso se manifesta como síndrome colinérgica, e o tratamento de escolha é a atropina, que antagoniza os efeitos muscarínicos da acetilcolina.
A intoxicação aguda por carbamatos é uma emergência toxicológica que resulta da exposição a pesticidas amplamente utilizados na agricultura. Os carbamatos agem como inibidores reversíveis da enzima acetilcolinesterase, responsável pela degradação da acetilcolina. O acúmulo de acetilcolina na fenda sináptica leva a uma hiperestimulação dos receptores muscarínicos e nicotínicos, culminando na síndrome colinérgica. A síndrome colinérgica manifesta-se com uma ampla gama de sintomas, incluindo miose, salivação, lacrimejamento, broncorreia, broncoespasmo, bradicardia, hipotensão, sudorese, vômitos e diarreia (mnemônicos SLUDGE ou DUMBELS). Em casos mais graves, podem ocorrer fasciculações musculares, fraqueza, paralisia e convulsões. O diagnóstico é clínico, baseado na história de exposição e nos sinais e sintomas característicos. O manejo inicial envolve a descontaminação e o suporte vital. O tratamento específico para a síndrome colinérgica é a administração de atropina, um antagonista competitivo dos receptores muscarínicos, que reverte os efeitos muscarínicos. A dose deve ser titulada até a secagem das secreções brônquicas e melhora da bradicardia. Diferentemente dos organofosforados, a pralidoxima (um reativador da colinesterase) geralmente não é indicada ou tem papel limitado na intoxicação por carbamatos devido à natureza reversível da ligação.
Os sintomas incluem miose, salivação excessiva, lacrimejamento, broncorreia, broncoespasmo, bradicardia, hipotensão, sudorese, vômitos, diarreia (SLUDGE/DUMBELS), e em casos graves, fasciculações musculares e convulsões.
Os carbamatos inibem a enzima acetilcolinesterase de forma reversível, impedindo a degradação da acetilcolina na fenda sináptica. Isso resulta em um acúmulo excessivo de acetilcolina e hiperestimulação dos receptores muscarínicos e nicotínicos.
A pralidoxima, um reativador da colinesterase, é mais eficaz na intoxicação por organofosforados. Na intoxicação por carbamatos, devido à inibição reversível e de curta duração, a atropina é geralmente suficiente, e a pralidoxima tem um papel limitado ou não é recomendada rotineiramente.
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