ENARE/ENAMED — Prova 2026
Mulher de 42 anos é levada pelo irmão à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com fala alterada, lentificação, tontura e sonolência. Ela admite ter ingerido 30 comprimidos de clonazepam 2 mg há 20 minutos. Paciente evolui com hipotensão, rebaixamento do nível de consciência, sendo caracterizado coma e indicada a ventilação mecânica. Qual medicação é indicada nessa situação?
Overdose benzodiazepínicos (Clonazepam) → Rebaixamento nível consciência, hipotensão = Flumazenil (antagonista GABA).
A intoxicação aguda por benzodiazepínicos, como o clonazepam, manifesta-se com depressão do sistema nervoso central, incluindo sonolência, coma e depressão respiratória; o tratamento específico envolve o uso de flumazenil, um antagonista competitivo dos receptores GABA-A, que reverte rapidamente esses efeitos.
A intoxicação por benzodiazepínicos, como o clonazepam, é uma emergência comum, caracterizada por depressão do sistema nervoso central (SNC) que pode variar de sonolência leve a coma profundo e depressão respiratória. A gravidade dos sintomas depende da dose ingerida e da presença de co-ingestão de outras substâncias depressoras do SNC, como álcool ou opioides. O manejo inicial envolve suporte vital, incluindo a manutenção da via aérea e ventilação, se necessário, além da estabilização hemodinâmica. O flumazenil é o antídoto específico para a intoxicação por benzodiazepínicos. Ele atua como um antagonista competitivo nos receptores GABA-A, revertendo rapidamente os efeitos depressores do SNC. No entanto, seu uso deve ser criterioso, especialmente em pacientes com uso crônico de benzodiazepínicos, pois pode precipitar uma síndrome de abstinência aguda, incluindo convulsões. A decisão de administrar flumazenil deve considerar o risco-benefício, sendo mais indicado em intoxicações agudas isoladas em pacientes sem histórico de uso crônico ou dependência.
O flumazenil é um antagonista competitivo dos receptores GABA-A, revertendo os efeitos sedativos e depressores respiratórios dos benzodiazepínicos.
Sonolência, lentificação, tontura, disartria, ataxia, hipotensão, rebaixamento do nível de consciência até coma e depressão respiratória.
Em pacientes com histórico de convulsões, uso crônico de benzodiazepínicos, ou co-ingestão de substâncias que diminuem o limiar convulsivo, devido ao risco de precipitar crises convulsivas.
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