SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2020
As complicações mais frequentes nas intoxicações crônicas pelo benzeno ocorrem sobre o sistema
Intoxicação crônica por benzeno = Acometimento primário do sistema hematopoiético (mielotoxicidade).
A exposição crônica ao benzeno é um fator de risco bem estabelecido para diversas discrasias sanguíneas, incluindo anemia aplástica, síndromes mielodisplásicas e leucemia mieloide aguda, devido à sua toxicidade direta sobre a medula óssea.
O benzeno é um composto orgânico volátil amplamente utilizado na indústria, mas reconhecido como um potente agente tóxico e carcinogênico. A intoxicação crônica, ou benzenismo, é uma preocupação significativa na saúde ocupacional, com implicações graves para a saúde dos trabalhadores e para a prática médica, exigindo conhecimento aprofundado por parte dos residentes. O principal alvo da toxicidade crônica do benzeno é o sistema hematopoiético. A exposição prolongada pode levar a uma série de discrasias sanguíneas, que vão desde citopenias leves até condições mais graves como anemia aplástica, síndromes mielodisplásicas e, notavelmente, leucemia mieloide aguda. A fisiopatologia envolve danos diretos às células-tronco hematopoiéticas na medula óssea. O diagnóstico precoce da intoxicação por benzeno é desafiador, mas a suspeita deve surgir em indivíduos com histórico de exposição ocupacional e alterações hematológicas inexplicadas. O manejo envolve a cessação da exposição e o tratamento das complicações hematológicas, que pode incluir transfusões, fatores de crescimento e, em casos de malignidade, quimioterapia ou transplante de medula óssea.
A exposição crônica ao benzeno está fortemente associada à anemia aplástica, síndromes mielodisplásicas e leucemia mieloide aguda, devido ao seu efeito mielotóxico direto na medula óssea.
O benzeno e seus metabólitos são tóxicos para as células-tronco hematopoiéticas na medula óssea, causando danos ao DNA, estresse oxidativo e disfunção celular, levando à supressão da medula e ao desenvolvimento de malignidades.
As fontes comuns incluem a indústria petroquímica, produção de borracha, tintas, solventes, gasolina e fumaça de cigarro, sendo uma preocupação importante na saúde ocupacional e ambiental.
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