CEPOA - Centro de Estudos e Pesquisas Oculistas Associados (RJ) — Prova 2018
Assinale à substância cuja intoxicação que tem como sinal a halitose e a sudorese com odores característicos semalhantes ao do alho.
Intoxicação por arsênio → halitose e sudorese com odor de alho.
A intoxicação por arsênio é classicamente associada a um odor característico de alho na respiração (halitose) e na sudorese, devido à excreção de compostos sulfurados voláteis resultantes do metabolismo do arsênio.
A intoxicação por arsênio é uma condição grave que pode ser aguda ou crônica, resultante da exposição a compostos de arsênio inorgânico, que são altamente tóxicos. Fontes comuns de exposição incluem água contaminada, pesticidas, herbicidas, preservativos de madeira e algumas indústrias. O reconhecimento precoce dos sinais e sintomas é crucial para o manejo adequado e para evitar desfechos fatais. Um dos sinais mais clássicos e distintivos da intoxicação por arsênio é a presença de um odor de alho na respiração (halitose) e na sudorese. Esse odor é atribuído à formação de compostos voláteis de arsênio, como o dimetilarsina, que são excretados pelos pulmões e pela pele. Além do odor, a intoxicação aguda pode manifestar-se com sintomas gastrointestinais severos, cardiovasculares e neurológicos. O diagnóstico é confirmado pela dosagem de arsênio em amostras biológicas (urina, cabelo, unhas). O tratamento envolve a remoção da fonte de exposição, medidas de suporte para as disfunções orgânicas e a administração de agentes quelantes, que ajudam a remover o arsênio do corpo. A compreensão desses sinais característicos é vital para o residente em medicina de emergência e toxicologia.
A intoxicação aguda por arsênio pode causar náuseas, vômitos, dor abdominal intensa, diarreia aquosa (tipo "água de arroz"), desidratação, choque, arritmias cardíacas, encefalopatia e, classicamente, odor de alho na respiração e suor.
O arsênio, após ser absorvido, é metabolizado no corpo em compostos orgânicos voláteis, como o dimetilarsina, que são excretados pelos pulmões e pela pele, conferindo o odor característico de alho.
O tratamento envolve medidas de suporte (hidratação, correção de eletrólitos), descontaminação gastrointestinal (se recente) e terapia quelante com agentes como dimercaprol (BAL), succimer (DMSA) ou unitiol (DMPS).
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