SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2022
Um escolar de oito anos de idade foi levado ao serviço de emergência, com história de rubor e sonolência há cerca de 30 minutos. Foi encontrada uma cartela de comprimidos de anlodipino, de uso de seu pai, vazia ao lado de sua cama. A mãe relata que ele vinha sofrendo bullying na escola devido à obesidade. Ao exame, o paciente apresenta rubor, sonolência e hipotensão (70 x 40 mmHg). Com base nesse caso hipotético, é correto afirmar que, após a monitorização e a estabilização inicial, deverão ser realizadas as seguintes medidas:
Intoxicação por anlodipino (bloqueador de canal de cálcio) → Hipotensão, rubor = Lavagem gástrica, carvão ativado, gluconato de cálcio.
A intoxicação por anlodipino, um bloqueador de canal de cálcio di-hidropiridínico, causa vasodilatação periférica e depressão miocárdica, resultando em hipotensão e rubor. O manejo inicial inclui medidas de descontaminação gástrica (lavagem e carvão ativado se precoce) e a administração de gluconato de cálcio para antagonizar os efeitos cardiovasculares do bloqueio dos canais de cálcio.
A intoxicação por anlodipino, um bloqueador de canal de cálcio di-hidropiridínico, é uma emergência médica que pode ser grave, especialmente em crianças. Esses medicamentos são amplamente utilizados para hipertensão e angina, tornando-os acessíveis em ambientes domésticos. A epidemiologia de intoxicações pediátricas acidentais por medicamentos de adultos é significativa, e os bloqueadores de canal de cálcio estão entre os mais perigosos. A importância clínica reside na rápida identificação e tratamento para prevenir morbidade e mortalidade. A fisiopatologia da intoxicação por anlodipino envolve o bloqueio dos canais de cálcio tipo L nos vasos sanguíneos e no miocárdio. Isso leva a uma vasodilatação periférica acentuada, resultando em hipotensão, e a uma depressão da contratilidade miocárdica, que pode agravar o choque. O diagnóstico é baseado na história de exposição e nos achados clínicos de hipotensão, bradicardia (embora menos comum com anlodipino puro) e rubor. A gravidade dos sintomas geralmente se correlaciona com a dose ingerida. O tratamento inicial foca na estabilização do paciente (ABC) e na descontaminação gastrointestinal, se a ingestão for recente (até 1-2 horas). Medidas específicas incluem a administração intravenosa de gluconato de cálcio para reverter o bloqueio dos canais de cálcio. Fluidos intravenosos e vasopressores são usados para combater a hipotensão. Em casos refratários, terapias como insulina em altas doses (HIET) e glucagon podem ser consideradas. O prognóstico depende da dose ingerida, da rapidez do tratamento e da resposta às intervenções.
Os sinais e sintomas de intoxicação por anlodipino incluem hipotensão grave, bradicardia (menos comum com di-hidropiridínicos), rubor cutâneo, tontura, sonolência e, em casos graves, choque cardiogênico e coma. A vasodilatação periférica é a principal causa da hipotensão.
A conduta inicial envolve a monitorização e estabilização hemodinâmica (ABC), seguida por descontaminação gástrica (lavagem gástrica se precoce e carvão ativado). O tratamento específico inclui gluconato de cálcio intravenoso, fluidos, vasopressores e, em casos refratários, insulina em altas doses e glucagon.
O gluconato de cálcio é usado para antagonizar os efeitos do anlodipino nos canais de cálcio. Ao aumentar a concentração extracelular de cálcio, ele facilita a entrada de cálcio nas células miocárdicas e vasculares, melhorando a contratilidade cardíaca e o tônus vascular, combatendo a hipotensão e a bradicardia.
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