INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Menino de 3 anos é transportado pelo Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (SAMU) para um serviço de urgência, após ter apresentado náuseas e vômitos, evoluindo para confusão mental e um episódio de convulsão, segundo os acompanhantes. Foram encontradas, nas proximidades do local onde a criança brincava, diversas cartelas abertas de ácido acetilsalicílico, do qual o avô faz uso contínuo. No momento do transporte, estava hidratado, sonolento e hiperventilando. O agente considerado eficaz para o tratamento imediato é
Intoxicação por salicilatos em criança → Descontaminação GI imediata = Carvão ativado é o agente mais eficaz.
A intoxicação por salicilatos em crianças pode ser grave, manifestando-se com sintomas neurológicos e respiratórios; o carvão ativado é crucial para a descontaminação gastrointestinal, especialmente se administrado precocemente, reduzindo a absorção do fármaco.
A intoxicação por ácido acetilsalicílico (AAS), ou salicilatismo, é uma emergência pediátrica que pode ser fatal se não tratada prontamente. Crianças são particularmente vulneráveis devido à sua menor capacidade de metabolizar salicilatos e à maior sensibilidade aos seus efeitos tóxicos. A apresentação clínica pode variar desde sintomas gastrointestinais e respiratórios, como náuseas, vômitos e hiperventilação, até manifestações neurológicas graves como confusão mental, convulsões e coma. O tratamento inicial foca na descontaminação gastrointestinal e no suporte das funções vitais. O carvão ativado é a medida mais eficaz para reduzir a absorção do salicilato, especialmente se administrado precocemente. Outras abordagens incluem a correção de distúrbios hidroeletrolíticos e ácido-base, e em casos graves, a hemodiálise pode ser necessária para remover o salicilato do sangue. É fundamental a identificação rápida da substância tóxica e a intervenção adequada para prevenir sequelas graves.
O carvão ativado adsorve o salicilato no trato gastrointestinal, impedindo sua absorção sistêmica e reduzindo a toxicidade.
Náuseas, vômitos, taquipneia (hiperventilação), tinitus, confusão mental, convulsões e distúrbios ácido-base complexos.
É mais eficaz quando administrado dentro de 1 a 2 horas após a ingestão, embora possa ser considerado em até 4 horas ou mais em casos de ingestão de formulações de liberação prolongada.
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