HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015
Paciente de 3 anos de idade dá entrada no PS após apresentar rebaixamento do nível de consciência. Estava brincando na vizinha quando começou a ficar hipotônica. Nega febre. Ao exame apresenta-se sonolenta e bradicárdica, sem rigidez de nuca, pupilas isocóricas com RFM lento. Hipótese diagnóstica mais provável:
Criança com rebaixamento consciência súbito, hipotonia, bradicardia e sem febre → suspeitar intoxicação exógena.
O quadro súbito de rebaixamento do nível de consciência, hipotonia e bradicardia em uma criança de 3 anos, sem febre ou sinais de irritação meníngea, é altamente sugestivo de intoxicação exógena. A ausência de febre e rigidez de nuca afasta meningite, e a apresentação aguda é menos típica de tumor cerebral ou distúrbio hidroeletrolítico primário.
O rebaixamento do nível de consciência em crianças é uma emergência pediátrica que exige avaliação rápida e precisa. Embora infecções do sistema nervoso central, traumas e distúrbios metabólicos sejam causas comuns, a intoxicação exógena deve ser sempre considerada, especialmente em crianças pequenas que têm acesso facilitado a medicamentos, produtos de limpeza ou outras substâncias tóxicas. A fisiopatologia da intoxicação exógena varia conforme a substância, mas frequentemente envolve depressão do sistema nervoso central, disfunção cardiovascular e respiratória. No caso apresentado, a bradicardia e a sonolência/hipotonia são achados que podem ser causados por diversas toxinas, como sedativos, opióides ou bloqueadores dos canais de cálcio. A ausência de febre e rigidez de nuca é um ponto chave que afasta meningite como hipótese mais provável. O diagnóstico diferencial do coma pediátrico é amplo, incluindo meningite, encefalite, hemorragia intracraniana, distúrbios metabólicos (hipoglicemia, cetoacidose), epilepsia e tumores cerebrais. A história detalhada, exame físico minucioso e exames complementares (glicemia, eletrólitos, gasometria, exames toxicológicos, neuroimagem) são cruciais para o manejo. A estabilização do paciente (ABC) é a prioridade, seguida pela identificação e tratamento da causa subjacente, incluindo a administração de antídotos quando apropriado.
Sinais como rebaixamento súbito do nível de consciência, hipotonia, bradicardia, pupilas alteradas (miose ou midríase) e ausência de febre ou sinais infecciosos são altamente sugestivos.
A história clínica detalhada, incluindo exposição a substâncias, e a ausência de sinais de infecção (febre, rigidez de nuca) ou trauma, ajudam a direcionar a investigação para intoxicação.
A conduta inicial envolve estabilização das vias aéreas, respiração e circulação (ABC), coleta de história e exames toxicológicos, e administração de antídotos específicos se disponíveis e indicados.
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