Intoxicação Exógena: Diagnóstico e Manejo de Emergência

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

Quanto à intoxicação exógena, considere as seguintes possibilidades de quadros clínicos, agentes causadores e medidas de tratamento específicas.A partir dessas informações, assinale a alternativa que apresenta a correlação mais adequada entre o quadro clínico, o agente causador e a medida de tratamento.

Alternativas

  1. A) A-1-X; B-2-Y; C-3-Z
  2. B) A-2-X; B-3-Z; C-1-Y
  3. C) A-3-Z; B-1-Y; C-2-X
  4. D) A-1-Z; B-2-X; C-3-Y
  5. E) A-2-Y; B-1-X; C-3-Z

Pérola Clínica

No manejo da intoxicação exógena, identificar a síndrome toxicológica é crucial para o tratamento e uso de antídotos específicos.

Resumo-Chave

A abordagem inicial da intoxicação exógena foca na estabilização do paciente (ABC), descontaminação e identificação da síndrome toxicológica para aplicação de antídotos específicos. A história clínica e o exame físico são fundamentais para direcionar o diagnóstico e tratamento.

Contexto Educacional

A intoxicação exógena representa uma parcela significativa das emergências médicas, exigindo uma abordagem rápida e sistemática. A identificação do agente tóxico e da síndrome toxicológica é crucial para o manejo adequado, que se inicia com a estabilização das vias aéreas, respiração e circulação (ABC). A história clínica detalhada, incluindo o tipo de substância, dose, via e tempo de exposição, é fundamental, mas nem sempre disponível. O diagnóstico diferencial das intoxicações baseia-se na identificação de síndromes toxicológicas características, que são conjuntos de sinais e sintomas que refletem a ação de classes específicas de agentes tóxicos. Exemplos incluem a síndrome colinérgica (organofosforados), anticolinérgica (antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos), simpaticomimética (cocaína, anfetaminas) e opioide. O tratamento envolve medidas de suporte, descontaminação (carvão ativado, lavagem gástrica em casos selecionados) e, quando disponível, a administração de antídotos específicos. Antídotos como naloxona (opioides), flumazenil (benzodiazepínicos, com cautela), atropina (organofosforados) e N-acetilcisteína (paracetamol) podem ser salvadores. É essencial que o residente conheça as indicações e contraindicações de cada um. A monitorização contínua do paciente e o tratamento das complicações são igualmente importantes para garantir um bom prognóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são as síndromes toxicológicas mais comuns e seus achados?

As síndromes incluem a colinérgica (miose, bradicardia, sialorreia), anticolinérgica (midríase, taquicardia, pele seca), simpaticomimética (taquicardia, hipertensão, agitação) e opioide (depressão respiratória, miose).

Quando o carvão ativado é indicado na intoxicação exógena?

O carvão ativado é indicado para intoxicações orais recentes (até 1-2 horas), com substâncias que ele adsorve bem e que não são cáusticas ou hidrocarbonetos. Não é eficaz para álcoois, lítio, ferro e metais pesados.

Quais são os antídotos mais importantes na emergência e suas indicações?

Naloxona para opioides, flumazenil para benzodiazepínicos (com cautela), atropina e pralidoxima para organofosforados, N-acetilcisteína para paracetamol, e oxigênio hiperbárico para monóxido de carbono.

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