Intoxicação Digitálica: Diagnóstico e Conduta Clínica

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Um homem de 74 anos, com diagnóstico de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida e fibrilação atrial crônica, comparece à consulta de retorno queixando-se de náuseas persistentes, perda de apetite e uma percepção visual de halos amarelados ao redor dos objetos, quadro iniciado há três dias. O paciente faz uso regular de carvedilol 25 mg duas vezes ao dia, enalapril 20 mg duas vezes ao dia, espironolactona 25 mg uma vez ao dia, furosemida 40 mg uma vez ao dia e digoxina 0,25 mg uma vez ao dia. Relata que, há uma semana, finalizou um curso de claritromicina para o tratamento de uma sinusite aguda. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, desidratado (1+/4+), com frequência cardíaca de 52 batimentos por minuto, rítmica, e pressão arterial de 110 x 70 mmHg. O restante do exame físico segmentar é normal. O eletrocardiograma realizado no momento revela bradicardia sinusal, presença de extrassístoles ventriculares isoladas e um infradesnivelamento do segmento ST com morfologia côncava (em 'colher' ou 'cubeta') em paredes lateral e inferior. Com base no quadro clínico apresentado, a conduta mais adequada é:

Alternativas

  1. A) Administrar imediatamente fragmentos de anticorpo específico anti-digoxina (Fab) por via intravenosa devido ao risco iminente de parada cardiorrespiratória.
  2. B) Solicitar endoscopia digestiva alta e prescrever inibidor de bomba de prótons para tratamento de gastropatia medicamentosa.
  3. C) Aumentar a dose do carvedilol para controle da frequência cardíaca, visando atingir a dose máxima tolerada para insuficiência cardíaca.
  4. D) Suspender temporariamente a digoxina e solicitar dosagem de eletrólitos, creatinina e nível sérico de digitálico.

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