HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2022
Uma trabalhadora rural de 30 anos de idade, em plantio de tomate há dois meses, refere tonturas, dores de cabeça, cansaço, náuseas, geralmente no final do dia de trabalho, há duas semanas, após a plantação ter sido pulverizada com agrotóxicos, e informa que uma colega de trabalho apresenta quadro semelhante. O médico suspeitou tratar-se de um caso de intoxicação por agrotóxicos e afastou-a do trabalho por uma semana, com nova avaliação, e notificou esse fato ao Sistema de Informação de Agravos e Notificações (SINAN), do Sistema Único de Saúde (SUS). No retorno, a paciente relatou melhora do quadro clínico. A respeito desse caso clínico, julgue o item.No caso apresentado, trata-se de efeitos tóxicos decorrentes da exposição crônica aos agrotóxicos, que são bem conhecidos, como manifestações gastrointestinais e neurológicas.
Sintomas agudos após exposição recente a agrotóxicos = Intoxicação AGUDA, não crônica.
A paciente apresenta sintomas que surgiram "há duas semanas, após a plantação ter sido pulverizada", e melhorou com o afastamento do trabalho. Isso caracteriza uma exposição aguda ou subaguda, e não crônica, que se manifestaria após anos de exposição e com sintomas mais insidiosos e persistentes.
A intoxicação por agrotóxicos é um grave problema de saúde pública, especialmente em regiões agrícolas, afetando trabalhadores rurais e comunidades próximas. Os agrotóxicos são substâncias químicas utilizadas para controlar pragas e doenças em lavouras, mas seu uso inadequado pode levar a quadros de intoxicação com diferentes graus de gravidade. É crucial distinguir entre intoxicação aguda e crônica. A intoxicação aguda ocorre após uma exposição única ou de curta duração a altas concentrações do agente tóxico, com o surgimento rápido de sintomas, geralmente horas ou dias após a exposição. Os sintomas podem ser variados, incluindo manifestações gastrointestinais (náuseas, vômitos, dor abdominal), neurológicas (cefaleia, tontura, convulsões, coma), respiratórias (broncoespasmo, insuficiência respiratória) e cardiovasculares. A intoxicação crônica, por outro lado, resulta de exposições repetidas e prolongadas a baixas doses de agrotóxicos, com o desenvolvimento insidioso de sintomas ao longo de meses ou anos, podendo levar a danos neurológicos permanentes, câncer, problemas reprodutivos e disfunções endócrinas. No caso apresentado, a paciente desenvolveu sintomas "há duas semanas, após a plantação ter sido pulverizada" e apresentou melhora com o afastamento do trabalho. Essa cronologia e a resposta à interrupção da exposição são características de uma intoxicação aguda ou subaguda, e não crônica. A notificação ao SINAN é uma medida essencial para a vigilância em saúde e a implementação de ações preventivas.
Os sintomas variam conforme o tipo de agrotóxico, mas podem incluir tonturas, cefaleia, náuseas, vômitos, sudorese, miose, broncoespasmo e fasciculações musculares, especialmente para organofosforados e carbamatos.
A intoxicação aguda está associada a uma exposição recente e intensa, com início rápido dos sintomas. A crônica resulta de exposições prolongadas e repetidas, com sintomas mais insidiosos e persistentes, muitas vezes neurológicos, renais ou hepáticos.
A notificação é fundamental para o monitoramento epidemiológico, a identificação de áreas de risco, a implementação de medidas de prevenção e controle, e a proteção da saúde do trabalhador e da população.
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