MedEvo Simulado — Prova 2025
Um menino de 5 anos de idade comparece ao ambulatório de Pediatria acompanhado de sua mãe. Há cerca de três semanas, ele apresentou um quadro de gastroenterite aguda de etiologia viral, com diarreia profusa, febre e vômitos, que durou aproximadamente 4 dias. Após a melhora dos sintomas agudos, a mãe relata que o filho começou a apresentar distensão abdominal, flatulência e cólicas sempre que ingere leite ou produtos lácteos. Ele não tinha histórico prévio de problemas com laticínios e tolera bem outros alimentos. A mãe está preocupada e busca orientação. Qual é o diagnóstico mais provável para este caso?
Gastroenterite viral → Lesão vilosidades intestinais → Intolerância transitória à lactose.
Infecções virais intestinais podem causar lesão temporária das vilosidades, onde a lactase é produzida. Isso leva a uma deficiência transitória de lactase, resultando em sintomas de intolerância à lactose após a ingestão de laticínios, que geralmente se resolve em semanas.
A intolerância transitória à lactose é uma condição comum em crianças após episódios de gastroenterite aguda, especialmente de etiologia viral. É de grande importância clínica para residentes e estudantes de pediatria, pois o reconhecimento correto evita dietas restritivas desnecessárias e ansiedade parental. A prevalência é alta em crianças que se recuperam de infecções intestinais, sendo uma das causas mais frequentes de diarreia persistente pós-infecciosa. A fisiopatologia envolve a lesão temporária das vilosidades do intestino delgado, onde a enzima lactase é produzida. Essa lesão reduz a atividade da lactase, impedindo a digestão adequada da lactose, que então chega intacta ao cólon, sendo fermentada por bactérias e causando os sintomas. O diagnóstico é clínico, baseado na história de gastroenterite recente seguida por sintomas gastrointestinais após a ingestão de laticínios. Testes como o de hidrogênio no ar expirado podem confirmar, mas muitas vezes não são necessários. O tratamento consiste em uma dieta com restrição temporária de lactose, que pode ser gradual, reintroduzindo o leite após algumas semanas, conforme a recuperação da mucosa intestinal. O prognóstico é excelente, com a maioria das crianças recuperando a tolerância à lactose em 2 a 4 semanas. É crucial orientar os pais sobre a natureza transitória da condição para evitar a exclusão permanente de laticínios, que são importantes fontes de cálcio e nutrientes.
Os sintomas comuns incluem distensão abdominal, flatulência, cólicas, diarreia e náuseas após a ingestão de leite ou produtos lácteos. A gravidade dos sintomas varia com a quantidade de lactose consumida e o grau da deficiência de lactase.
A gastroenterite viral pode danificar temporariamente as células da borda em escova do intestino delgado, onde a enzima lactase é produzida. Essa lesão reduz a capacidade de digerir a lactose, levando à sua fermentação por bactérias no cólon e aos sintomas característicos.
A intolerância transitória à lactose geralmente se manifesta após uma infecção intestinal e melhora com o tempo, focando em sintomas gastrointestinais. A APLV é uma reação imunológica que pode envolver sintomas cutâneos (urticária, eczema), respiratórios (chiado) e gastrointestinais (vômitos, diarreia com sangue), e não necessariamente tem um gatilho infeccioso recente.
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