SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2021
Lactente de 7 meses apresentando após episódios de enterite por rotavírus, fezes frequentemente diarreicas, com PH ácido, evidenciado laboratorialmente. A MELHOR CONDUTA a ser tomada, baseada em sua principal hipótese diagnóstica é:
Lactente pós-enterite por rotavírus com diarreia e pH fecal ácido → Intolerância à lactose secundária → Leite sem lactose.
Episódios de enterite viral, como a causada por rotavírus, podem danificar as vilosidades intestinais, levando a uma deficiência transitória da enzima lactase. Isso resulta em intolerância à lactose secundária, manifestada por diarreia com pH ácido nas fezes. A conduta mais adequada é a substituição temporária do leite por uma fórmula sem lactose, permitindo a recuperação da mucosa intestinal.
A gastroenterite aguda é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de 5 anos, sendo o rotavírus um dos agentes etiológicos mais comuns. Após um episódio de enterite viral, é frequente que lactentes desenvolvam uma intolerância à lactose secundária. Isso ocorre devido ao dano transitório às vilosidades do intestino delgado, onde a enzima lactase é produzida, resultando em uma deficiência temporária na digestão da lactose. A lactose não digerida atrai água para o lúmen intestinal (diarreia osmótica) e é fermentada por bactérias colônicas, produzindo ácidos graxos de cadeia curta e gases, o que acidifica as fezes e agrava a diarreia. O diagnóstico da intolerância à lactose secundária é clínico, baseado na história de diarreia persistente após um quadro de gastroenterite viral e na presença de fezes diarreicas com pH ácido (geralmente < 5,5). A suspeita é reforçada pela ausência de outros sinais de alarme ou causas infecciosas persistentes. É importante diferenciar da intolerância primária ou de outras causas de diarreia crônica. A melhor conduta terapêutica é a substituição temporária do leite materno ou da fórmula infantil por uma fórmula sem lactose. Essa medida permite a recuperação da mucosa intestinal e a resolução dos sintomas diarreicos. A duração do uso da fórmula sem lactose varia, mas geralmente é de 2 a 4 semanas, com reintrodução gradual da lactose após a melhora clínica. A nutrição parenteral e a antibioticoterapia não são indicadas para este quadro, a menos que haja outras complicações ou infecções bacterianas específicas.
A enterite por rotavírus danifica as células da borda em escova do intestino delgado, onde a enzima lactase está localizada. A deficiência de lactase impede a digestão da lactose, que chega intacta ao cólon, é fermentada por bactérias e produz ácidos orgânicos, resultando em fezes diarreicas com pH ácido.
A principal hipótese é a intolerância à lactose secundária. A lesão da mucosa intestinal causada pela infecção viral pode levar a uma deficiência temporária da lactase, a enzima responsável pela digestão da lactose, resultando em diarreia osmótica.
Geralmente, o uso de leite sem lactose é temporário, por um período de 2 a 4 semanas, até que a mucosa intestinal se recupere e a produção de lactase seja restabelecida. A reintrodução gradual da lactose pode ser tentada após a melhora clínica.
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