UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Observe a imagem e responda à questão. O traçado apresentado é característico do padrão de
QT longo → risco ↑ Torsades de Pointes e morte súbita.
O intervalo QT representa a despolarização e repolarização ventricular. Seu prolongamento, seja congênito ou adquirido (fármacos, distúrbios eletrolíticos), aumenta a vulnerabilidade a arritmias ventriculares graves, como a Torsades de Pointes.
O intervalo QT longo é uma condição eletrocardiográfica caracterizada pelo prolongamento do tempo de repolarização ventricular, refletindo um atraso na recuperação elétrica do coração. Essa alteração pode ser congênita, devido a mutações em canais iônicos cardíacos, ou adquirida, sendo esta última mais comum e frequentemente induzida por fármacos ou distúrbios eletrolíticos. Sua importância clínica reside no risco aumentado de arritmias ventriculares graves, como a Torsades de Pointes, que pode levar à síncope, convulsões e morte súbita. O diagnóstico é feito através do eletrocardiograma, onde o intervalo QT é medido e corrigido para a frequência cardíaca (QTc). Um QTc prolongado (geralmente >450 ms em homens e >470 ms em mulheres) é o principal critério. É crucial suspeitar de QT longo em pacientes com síncope inexplicada, história familiar de morte súbita ou em uso de medicamentos conhecidos por prolongar o QT. A identificação precoce é vital para prevenir eventos fatais. O tratamento do QT longo visa reduzir o risco de arritmias. Isso inclui a suspensão de medicamentos prolongadores do QT, correção de distúrbios eletrolíticos, uso de betabloqueadores (especialmente em formas congênitas) e, em casos de alto risco ou refratários, implante de cardioversor-desfibrilador implantável (CDI). A educação do paciente sobre os riscos e a importância da adesão ao tratamento são fundamentais para um bom prognóstico.
O prolongamento do QT pode ser congênito (síndromes genéticas) ou adquirido, sendo as causas mais comuns o uso de certos medicamentos (antiarrítmicos, antibióticos, antidepressivos) e distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hipomagnesemia, hipocalcemia).
Um intervalo QT longo aumenta significativamente o risco de arritmias ventriculares polimórficas, especialmente a Torsades de Pointes, que pode degenerar em fibrilação ventricular e morte súbita cardíaca.
O QTc é calculado para ajustar o QT à frequência cardíaca. A fórmula mais comum é a de Bazett (QTc = QT / √RR), embora outras como Fredericia ou Hodges sejam preferíveis em frequências extremas. Valores >450ms em homens e >470ms em mulheres são considerados prolongados.
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