SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2026
Foram realizados cinco estudos prospectivos de coorte para examinar a associação entre vaginose bacteriana e parto prematuro. Os resultados desses cinco estudos hipotéticos são ilustrados na figura a seguir e são expressos como Riscos Relativos (RR) com intervalos de confiança de 95%: Considerando o exposto, os estudos que provavelmente apresentam a menor amostra e a maior significância estatística, respectivamente, são:
IC largo = Amostra pequena; IC que não cruza a nulidade (1.0) = Significância estatística.
A largura do intervalo de confiança é inversamente proporcional ao tamanho da amostra; a significância estatística é confirmada quando o IC não inclui o valor de nulidade (1.0 para RR).
A interpretação de gráficos de 'forest plot' ou representações de IC é fundamental na medicina baseada em evidências. O Risco Relativo (RR) quantifica a força da associação entre uma exposição e um desfecho. A análise visual permite identificar rapidamente dois pontos: a precisão (largura do IC) e a significância (distância do valor 1.0). Estudos com amostras pequenas sofrem de maior erro amostral, manifestando-se como intervalos amplos. Já a significância estatística depende da magnitude do efeito e da precisão; quanto mais longe o IC estiver da linha de nulidade, menor o p-valor associado, indicando uma associação estatisticamente robusta. No contexto da questão, o estudo B é o menos preciso (menor amostra) e o estudo A é o mais significante (maior distância da nulidade com precisão).
O tamanho da amostra tem uma relação inversa com a largura do Intervalo de Confiança (IC). Amostras maiores reduzem o erro padrão, resultando em ICs mais estreitos e estimativas mais precisas do parâmetro populacional. Amostras pequenas geram ICs largos, indicando maior incerteza e menor precisão estatística. No gráfico da questão, o estudo B possui o IC mais largo, sugerindo a menor amostra.
Para o Risco Relativo (RR), a significância estatística ao nível de 5% (p < 0,05) é alcançada quando o Intervalo de Confiança de 95% não cruza o valor de nulidade, que é 1,0. Se o IC95% inclui o 1,0, não se pode descartar a hipótese nula de que não há associação. O estudo A, por estar totalmente à direita de 1,0 e ser o mais distante da nulidade com precisão, representa a maior significância.
Precisão refere-se à reprodutibilidade dos resultados e é refletida pela estreiteza do Intervalo de Confiança (menor variabilidade). Acurácia refere-se a quão próximo o resultado está do valor real (ausência de viés). Um estudo pode ser preciso mas não acurado se houver viés sistemático, mas geralmente buscamos ICs estreitos para garantir que a estimativa pontual seja confiável.
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