HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2020
Todo tratamento da hepatite B deverá ser interrompido, independentemente do esquema terapêutico, nas seguintes situações listadas abaixo, exceto:
Interrupção tratamento hepatite B: exceto quando não demanda substituição, mas sim modificação da terapia.
A interrupção do tratamento da hepatite B é justificada por eventos adversos graves, falta de adesão ou contraindicações. No entanto, se uma situação exige uma mudança de esquema terapêutico (substituição), o tratamento não é interrompido, mas sim modificado para manter a cobertura antiviral.
A hepatite B crônica é uma infecção viral que pode levar a cirrose, insuficiência hepática e carcinoma hepatocelular. O tratamento antiviral visa suprimir a replicação viral, prevenir a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida. A decisão de iniciar ou interromper o tratamento é complexa e baseada em diretrizes clínicas rigorosas, considerando a fase da doença, carga viral, ALT, grau de fibrose e condições do paciente. A interrupção do tratamento da hepatite B não é uma decisão trivial e deve ser cuidadosamente avaliada. Situações como eventos adversos graves e intoleráveis, falta de adesão persistente do paciente ou o surgimento de contraindicações absolutas ao medicamento em uso são justificativas válidas para a suspensão. No entanto, a identificação de uma situação que demande substituição do tratamento (por exemplo, falha terapêutica ou desenvolvimento de resistência) não é um motivo para interrupção, mas sim para uma troca de esquema terapêutico, mantendo a cobertura antiviral. É crucial que residentes e profissionais de saúde compreendam a diferença entre interrupção e substituição da terapia. A interrupção sem um plano adequado pode resultar em exacerbações graves da hepatite, enquanto a substituição visa otimizar o tratamento. O manejo deve ser individualizado, com monitoramento rigoroso da resposta viral e da função hepática, garantindo a segurança e eficácia a longo prazo.
Os principais motivos incluem eventos adversos importantes, ausência de adesão do paciente à terapia e identificação de contraindicações absolutas ao esquema terapêutico atual.
Não, a necessidade de substituição do tratamento não implica em interrupção. Pelo contrário, significa que o tratamento deve continuar, mas com uma modalidade ou medicamento diferente, para otimizar a resposta ou gerenciar efeitos adversos.
A interrupção indevida pode levar à reativação da replicação viral, exacerbação da doença hepática, falha terapêutica e desenvolvimento de resistência aos antivirais, comprometendo o prognóstico do paciente.
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