HCB - Hospital de Amor de Barretos - Unidade Porto Velho (RO) — Prova 2021
O tempo de interrupção aceitável para pacientes em uso de DAA antivirais de ação direta (direct-acting antiviral - DAA) não está definido. Sendo correto que:
Interrupção DAA > 3-4 dias → comprometimento significativo da resposta ao tratamento da Hepatite C.
A eficácia dos antivirais de ação direta (DAA) para Hepatite C depende de uma adesão rigorosa. Interrupções, mesmo que curtas (3-4 dias), podem levar a níveis subterapêuticos do fármaco, favorecendo a replicação viral e o desenvolvimento de resistência, comprometendo a resposta virológica sustentada.
O tratamento da Hepatite C crônica revolucionou-se com os antivirais de ação direta (DAA), que oferecem altas taxas de cura e um perfil de segurança favorável. Esses medicamentos atuam em diferentes etapas do ciclo de vida do vírus, inibindo sua replicação. A adesão ao tratamento é um fator crítico para o sucesso terapêutico, sendo que a interrupção, mesmo que por um curto período, pode ter consequências significativas. A farmacocinética dos DAA exige uma administração contínua para manter níveis séricos eficazes. Interrupções, mesmo que por 3 a 4 dias, podem resultar em concentrações subterapêuticas, permitindo a replicação viral e a seleção de mutações que conferem resistência aos fármacos. Isso compromete a resposta virológica sustentada (RVS), que é o objetivo principal do tratamento. Portanto, é fundamental orientar os pacientes sobre a importância da adesão rigorosa e contínua ao esquema terapêutico. Qualquer interrupção deve ser discutida com a equipe médica para avaliar os riscos e, se possível, ajustar a conduta. A falha terapêutica devido à má adesão pode levar à necessidade de retratamento com regimes mais complexos e caros, e com menor chance de sucesso.
Interrupções, mesmo que por poucos dias (3-4 dias), podem reduzir a eficácia do tratamento, levando a falha terapêutica e ao desenvolvimento de resistência viral, comprometendo a resposta virológica sustentada.
A adesão rigorosa é crucial para manter concentrações plasmáticas adequadas dos antivirais, inibindo continuamente a replicação viral e prevenindo a seleção de variantes resistentes, garantindo o sucesso do tratamento.
As principais causas incluem baixa adesão ao tratamento, presença de variantes de resistência associadas (RAS) pré-existentes, genótipo viral específico e cirrose avançada, além da interrupção do esquema.
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