HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2021
Ainda sobre o caso da questão anterior, a criança foi submetida à Tomografia Axial Computadorizada (TAC) Cerebral, que demonstrou, a seguinte, imagem: O que se observa à imagem é: 1 - fratura cominutiva com afundamento occipital direito. li - volumosa coleção extra-axial, com componente subdural frontoparietal e epidural temporooccipital extenso. Ili - deformação do parênquima adjacente e redução dos ventrículos laterais e IV. ventrículo e foco de contusão hemorrágica parietal direito. Está correto o que se afirma em:
TCE grave: TAC é essencial para identificar lesões como fraturas, hematomas e contusões, guiando a conduta.
A interpretação de uma TAC cerebral em TCE requer a identificação precisa de fraturas, coleções extra-axiais (subdural, epidural), contusões parenquimatosas e sinais de hipertensão intracraniana, como o apagamento de sulcos e redução ventricular. A descrição deve ser minuciosa para um diagnóstico correto.
O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, sendo a avaliação por Tomografia Axial Computadorizada (TAC) cerebral um pilar fundamental no diagnóstico e manejo. A TAC permite identificar rapidamente lesões que requerem intervenção imediata, como hematomas extra-axiais, fraturas com afundamento e sinais de hipertensão intracraniana, que podem levar a herniação cerebral e morte. A epidemiologia do TCE pediátrico mostra que quedas e acidentes automobilísticos são as causas mais comuns, ressaltando a importância da prevenção. A fisiopatologia do TCE envolve lesões primárias (diretas, no momento do trauma) e secundárias (cascata inflamatória, isquemia, edema, hipertensão intracraniana). A TAC cerebral é o exame de escolha para avaliar as lesões primárias e guiar a conduta inicial. É crucial que o residente saiba identificar fraturas (lineares, cominutivas, com afundamento), coleções extra-axiais (hematoma epidural, subdural, subaracnoideo) e intraparenquimatosas (contusões, hematomas intraparenquimatosos). A presença de desvio da linha média, apagamento de sulcos e compressão ventricular são sinais de efeito de massa e hipertensão intracraniana, indicando gravidade. O tratamento do TCE varia conforme a gravidade e os achados da TAC. Lesões com efeito de massa significativo, como grandes hematomas epidurais ou subdurais, geralmente requerem drenagem cirúrgica. O manejo clínico visa prevenir lesões secundárias, controlando a pressão intracraniana, mantendo a perfusão cerebral e evitando hipóxia e hipotensão. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas atrasos podem levar a complicações sérias, reforçando a importância do reconhecimento precoce dos sinais e sintomas.
Os principais achados incluem fraturas de crânio, hematomas epidurais, subdurais, intraparenquimatosos, contusões cerebrais e sinais de edema ou hipertensão intracraniana, como apagamento de sulcos e compressão ventricular.
A diferenciação é crucial devido às implicações de manejo. Hematomas epidurais são tipicamente lenticulares e arteriais, exigindo drenagem cirúrgica urgente, enquanto subdurais são em forma de crescente e venosos, com manejo que pode ser conservador ou cirúrgica dependendo do tamanho e efeito de massa.
Suspeita-se de hipertensão intracraniana quando há apagamento dos sulcos corticais, compressão das cisternas da base, redução do tamanho dos ventrículos e desvio da linha média. Estes achados indicam a necessidade de monitorização e intervenção.
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