UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2022
A tabela a seguir é um recorte dos resultados do estudo denominado “Prevalência de depressão e fatores associados em mulheres atendidas pela Estratégia de Saúde da Família”, o qual teve por objetivo avaliar a prevalência de depressão e os fatores associados em mulheres de 20 a 59 anos de idade, de áreas cobertas pela Estratégia de Saúde da Família do município da Zona da Mata Mineira.Razão de prevalência (bruta e ajustada) de depressão, segundo variáveis selecionadas, em mulheres, de 20 a 59 anos de idade, assistidas pela ESF do município de Juiz de Fora (MG).(GONÇALVES, A.M.C. et al. Prevalência de depressão e fatores associados em mulheres atendidas pela Estratégia de Saúde da Família. J.bras. Psiquiatr., v. 67, n. 2, p. 101-109, abr./jun. 2018.)Na tabela, é possível observar a relação entre algumas variáveis e a presença de depressão, com apresentação da RPbr (Razão de Prevalência Bruta) e RPaj (Razão da Prevalência Ajustada), com seus respectivos intervalos de confiança e valor de p.Com base nessa tabela e nessas informações, assinale a alternativa correta.
RP > 1 com IC95% não incluindo 1 e p<0,05 → associação positiva e estatisticamente significativa.
A interpretação de tabelas com Razão de Prevalência (RP), Intervalo de Confiança (IC95%) e valor de p é essencial em epidemiologia. Uma RP > 1 indica maior prevalência do desfecho no grupo exposto, e a significância estatística é confirmada quando o IC95% não inclui 1 e o p-valor é menor que 0,05.
A epidemiologia é uma ferramenta fundamental na medicina, permitindo entender a distribuição e os determinantes de doenças em populações. Estudos epidemiológicos frequentemente utilizam medidas de associação, como a Razão de Prevalência (RP), para quantificar a relação entre fatores de risco e desfechos de saúde. A correta interpretação dessas medidas, juntamente com seus respectivos intervalos de confiança e valores de p, é crucial para a tomada de decisões clínicas e de saúde pública. A Razão de Prevalência (RP) é comumente usada em estudos transversais para comparar a prevalência de uma doença ou condição entre grupos com diferentes exposições. Uma RP maior que 1 indica que a prevalência do desfecho é maior no grupo exposto, enquanto uma RP menor que 1 indica o contrário. O Intervalo de Confiança de 95% (IC95%) fornece uma estimativa da precisão da RP; se o IC95% não incluir o valor 1, a associação é considerada estatisticamente significativa. O valor de p reforça essa significância, sendo geralmente aceito um p < 0,05 como limiar. Para residentes, a habilidade de interpretar tabelas de resultados de estudos é indispensável. A distinção entre análise bruta (sem ajuste para outras variáveis) e análise ajustada (com controle para potenciais confundidores) é vital para compreender a verdadeira magnitude e direção de uma associação. Erros na interpretação podem levar a conclusões equivocadas sobre fatores de risco e estratégias de intervenção, impactando diretamente a prática clínica e a saúde da comunidade.
A Razão de Prevalência (RP) indica quantas vezes a prevalência de um desfecho é maior ou menor em um grupo exposto em comparação com um grupo não exposto. Uma RP > 1 sugere maior prevalência no grupo exposto, enquanto uma RP < 1 sugere menor prevalência.
Um IC95% que não inclui o valor 1 (para RP) indica que a associação observada é estatisticamente significativa. Isso significa que há 95% de certeza de que o verdadeiro valor da RP na população não é 1 (ou seja, não há diferença de prevalência entre os grupos).
A análise bruta avalia a associação entre uma exposição e um desfecho sem considerar outras variáveis. A análise ajustada, por sua vez, controla o efeito de variáveis de confusão, fornecendo uma estimativa mais precisa da associação independente da exposição principal.
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