Interpretação de Razão de Prevalência em Estudos

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2022

Enunciado

A tabela a seguir é um recorte dos resultados do estudo denominado “Prevalência de depressão e fatores associados em mulheres atendidas pela Estratégia de Saúde da Família”, o qual teve por objetivo avaliar a prevalência de depressão e os fatores associados em mulheres de 20 a 59 anos de idade, de áreas cobertas pela Estratégia de Saúde da Família do município da Zona da Mata Mineira. Razão de prevalência (bruta e ajustada) de depressão, segundo variáveis selecionadas, em mulheres de 20 a 59 anos de idade, assistidas pela ESF do município de Juiz de Fora (MG). (GONÇALVES, A.M.C. et al. Prevalência de depressão e fatores associados em mulheres atendidas pela Estratégia de Saúde da Família. J Bras Psiquiatr., v. 67, n. 2, p. 101-109, abr./jun. 2018.) Na tabela, é possível observar a relação entre algumas variáveis e a presença de depressão, com apresentação da RPbr (Razão de Prevalência Bruta) e RPaj (Razão de Prevalência Ajustada), com seus respectivos intervalos de confiança e valor de p. Com base nessa tabela e nessas informações, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A prática de atividade física não apresentou relação estatisticamente significativa com a prevalência de depressão, tanto na análise bruta quanto na ajustada.
  2. B) Mulheres que trabalham atualmente apresentaram maiores prevalências de depressão em relação às que não trabalham, ou nunca trabalharam, tanto na análise bruta quanto na ajustada, resultado estatisticamente significativo.
  3. C) Na análise ajustada, pode-se afirmar que as mulheres com escolaridade até o elementar incompleto apresentaram prevalência de depressão 23% maior que mulheres com escolaridade elementar completa/EM, resultado estatisticamente significativo.
  4. D) Por meio dos resultados apresentados na tabela, é possível afirmar que as mulheres solteiras e de outras situações conjugais apresentam proteção para o desenvolvimento de depressão.
  5. E) O risco de desenvolvimento de depressão em mulheres que apresentam doença mental é 248% maior na análise bruta e 186% maior na análise ajustada que em mulheres sem doença mental.

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