FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2024
Primigesta, 39 semanas de gestação, apresenta evolução do trabalho de parto demonstrado pelo partograma abaixo. De acordo com esses dados, o diagnóstico e a conduta, de acordo com o observado na 7ª e 8ª hora de registro são, respectivamente:
O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para o monitoramento da evolução do trabalho de parto, permitindo a identificação precoce de desvios da normalidade e a tomada de decisões clínicas oportunas. A análise da curva de dilatação cervical e da descida fetal, em conjunto com a avaliação das contrações uterinas e da variedade de posição, é fundamental para o diagnóstico de distocias. Uma das distocias mais comuns é a distocia de posição, onde o feto não se encontra em uma posição ideal para a passagem pelo canal de parto. A variedade de posição occipito transversa esquerda (OTE) é um exemplo, onde o occipital fetal está posicionado transversalmente à esquerda da pelve materna. Essa posição pode levar a uma parada na progressão do trabalho de parto ou a um trabalho de parto prolongado, mesmo com contrações uterinas eficazes. A conduta para a distocia de posição, uma vez diagnosticada, depende da fase do trabalho de parto e da experiência do profissional. Em muitos casos, especialmente quando o colo está totalmente dilatado, a rotação manual do polo cefálico pode ser realizada para corrigir a posição fetal para uma mais favorável (geralmente occipito anterior), permitindo a progressão do parto vaginal. Em situações onde a rotação manual não é possível ou falha, ou em casos de outras distocias, podem ser consideradas outras intervenções como o uso de fórceps de rotação ou, em última instância, a cesariana.
A distocia de posição é sugerida por uma parada ou lentidão na progressão da dilatação cervical ou da descida fetal, apesar de contrações uterinas adequadas. O exame vaginal revela a posição fetal, como occipito transversa.
A OTE é uma apresentação fetal em que o occipital do feto está voltado para a esquerda e transversalmente em relação à pelve materna. É uma das variedades de posição mais comuns que podem levar a distocia de rotação.
A conduta inicial para uma distocia de posição como a OTE, se o colo estiver totalmente dilatado e a apresentação for favorável, é tentar a rotação manual do polo cefálico para uma posição mais favorável (occipito anterior), facilitando a progressão do parto.
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