IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2020
Faça a correlação entre alterações periódicas da Frequência Cardíaca Fetal (FCF) e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: I - Desacelerações tardias;II - Desacelerações precoces; III - Desacelerações variáveis;IV - Acelerações; ( ) Queda da FCF coincidente com o pico da contração; ( ) Desacelerações recorrentes e simétricas iniciadas após o período de decalagem de 20 segundos; ( ) Desacelerações recorrentes sem relação temporal, de forma fixa, com as contrações uterinas; ( ) Elevação abrupta da FCF com relação à linha de base
FCF: Precoce = coincide contração; Tardia = após contração; Variável = sem relação; Aceleração = ↑ abrupta.
A correta interpretação dos padrões da Frequência Cardíaca Fetal (FCF) na cardiotocografia é crucial para identificar o bem-estar fetal ou sinais de hipóxia. Desacelerações tardias e variáveis são frequentemente associadas a comprometimento fetal, enquanto as precoces são benignas e as acelerações indicam boa vitalidade.
A cardiotocografia é uma ferramenta fundamental na avaliação da vitalidade fetal, especialmente durante o trabalho de parto. A correta identificação e interpretação dos padrões da Frequência Cardíaca Fetal (FCF), como acelerações e desacelerações, são cruciais para a tomada de decisões clínicas e para a prevenção de desfechos adversos. O conhecimento aprofundado desses padrões é essencial para residentes em Ginecologia e Obstetrícia. As desacelerações precoces são reflexas à compressão cefálica e são consideradas benignas. As desacelerações tardias, por outro lado, são indicativas de hipóxia miocárdica fetal devido à insuficiência uteroplacentária, exigindo atenção imediata. As desacelerações variáveis, frequentemente associadas à compressão do cordão umbilical, podem ser benignas ou preocupantes dependendo de sua profundidade, duração e recuperação. As acelerações são um sinal de bem-estar fetal. O manejo adequado depende da causa subjacente e da gravidade dos padrões anormais da FCF. A compreensão da fisiopatologia por trás de cada padrão permite ao médico intervir de forma oportuna, seja com medidas de reanimação intrauterina ou, se necessário, com a resolução do parto. Dominar a cardiotocografia é um pilar na prática obstétrica segura e eficaz.
Os principais tipos são as desacelerações precoces, tardias e variáveis. As precoces coincidem com a contração, as tardias ocorrem após o pico da contração e as variáveis são irregulares, sem relação fixa com as contrações.
As acelerações da FCF são elevações abruptas e transitórias da frequência cardíaca fetal acima da linha de base, geralmente indicando um feto bem oxigenado e com boa vitalidade, sendo um sinal tranquilizador.
As desacelerações tardias são um sinal preocupante de insuficiência uteroplacentária e hipóxia fetal. Elas são simétricas, recorrentes e iniciam-se após o pico da contração uterina, exigindo avaliação e intervenção rápidas.
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