Delirium em Idosos: Fatores de Risco e Diagnóstico

HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2020

Enunciado

Paciente masculino de 83 anos, é internado na enfermaria para tratamento de pneumonia. Acompanhava com geriatria devido a Déficit Cognitivo Leve. Evolui no terceiro dia de internamento com desatenção evoluindo para períodos de agitação e inversão do ciclo sono-vigília. Sobre o diagnóstico do quadro neuropsiquiátrico, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Acidente vascular encefálico é a causa mais provável, mesmo na ausência de déficit neurológico focal.
  2. B) O quadro de Dellirium pode ser desencadeado pela infecção e o Deficit Cognitivo Leve, além da idade, são fatores de risco.
  3. C) A perda de atenção não é característica comum do Dellirium.
  4. D) O tratamento medicamentoso é indicado principalmente em casos de Dellirium hipoativo.
  5. E) Para melhora do quadro de Dellirium deve-se retirar os familiares do quarto e restringir o horário de visitas.

Pérola Clínica

Idoso + infecção + déficit cognitivo → Alto risco de Delirium.

Resumo-Chave

O paciente idoso, com déficit cognitivo prévio e uma infecção (pneumonia), apresenta um quadro agudo de desatenção, agitação e inversão do ciclo sono-vigília, que são características clássicas de delirium. A idade avançada, comorbidades e déficit cognitivo são fatores de risco bem estabelecidos para o desenvolvimento de delirium, frequentemente precipitado por infecções.

Contexto Educacional

O delirium é uma síndrome neuropsiquiátrica aguda e flutuante, caracterizada por distúrbios da atenção, consciência e cognição. É particularmente comum em pacientes idosos hospitalizados, sendo um marcador de fragilidade e um preditor de piores desfechos, como aumento da mortalidade e institucionalização. O caso apresentado ilustra um cenário clássico de delirium em um paciente idoso com múltiplos fatores de risco. Os fatores de risco para delirium são multifatoriais e incluem idade avançada, presença de déficit cognitivo prévio (como o Déficit Cognitivo Leve mencionado), polifarmácia, comorbidades crônicas e, crucially, condições agudas como infecções (pneumonia no caso). A fisiopatologia envolve desregulação de neurotransmissores e inflamação sistêmica afetando o cérebro. O diagnóstico é clínico, baseado na observação das alterações agudas e flutuantes. O tratamento foca na identificação e correção da causa subjacente (ex: tratar a pneumonia), além de medidas de suporte não farmacológicas (orientação, ambiente calmo, manutenção do ciclo sono-vigília) e, em casos de agitação grave, uso cauteloso de antipsicóticos. A prevenção é crucial, com a identificação precoce dos fatores de risco.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de delirium em idosos?

Os principais fatores incluem idade avançada, déficit cognitivo prévio (demência ou DCL), comorbidades múltiplas, polifarmácia, infecções, desidratação, privação de sono e internação hospitalar.

Como o delirium se manifesta clinicamente?

O delirium se manifesta por uma alteração aguda e flutuante da atenção e da consciência, acompanhada por distúrbios cognitivos (memória, orientação, linguagem) e psicomotores (agitação ou hipoatividade), além de inversão do ciclo sono-vigília.

Qual a importância do tratamento da causa subjacente no delirium?

O tratamento da causa subjacente (ex: infecção, desidratação, distúrbios metabólicos) é a medida mais importante para a resolução do delirium, complementado por medidas de suporte e, se necessário, manejo farmacológico da agitação.

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