UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2020
Paciente de 19 anos é internada com 38 semanas de gestação, devido a quadro de pré-eclâmpsia leve, e, por isso, é submetida a indução do trabalho de parto, evoluindo com parto vaginal sem intercorrências. No 1º dia pós-parto, solicita-se avaliação devido a pico hipertensivo (PA = 170 x 110mmHg). No momento da avaliação, constata-se crise convulsiva tônico-clônica. Nesse caso, a droga de escolha para tratamento da crise convulsiva deve ser:
Crise convulsiva em paciente com pré-eclâmpsia/pós-parto = Eclâmpsia → Sulfato de Magnésio é a droga de escolha.
A crise convulsiva tônico-clônica em uma paciente com pré-eclâmpsia, mesmo no pós-parto, configura eclâmpsia. O sulfato de magnésio é o anticonvulsivante de escolha devido à sua eficácia superior na prevenção de recorrência e menor perfil de efeitos adversos em comparação com outras drogas.
A eclâmpsia é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma mulher com pré-eclâmpsia, na ausência de outras causas neurológicas. Pode ocorrer antes, durante ou após o parto, sendo que até 25% dos casos ocorrem no pós-parto, geralmente nas primeiras 48 horas. É uma emergência obstétrica que exige reconhecimento e tratamento imediatos para prevenir morbidade e mortalidade materna e perinatal. A fisiopatologia da eclâmpsia envolve disfunção endotelial generalizada, vasospasmo cerebral e alterações na autorregulação do fluxo sanguíneo cerebral. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de convulsões em uma paciente com diagnóstico prévio ou atual de pré-eclâmpsia. A suspeita deve ser alta em qualquer gestante ou puérpera com hipertensão e sintomas neurológicos. O tratamento da crise convulsiva eclâmptica tem como droga de escolha o sulfato de magnésio. Ele atua como um depressor do sistema nervoso central e vasodilatador, reduzindo a irritabilidade cortical e o vasospasmo cerebral. A dose de ataque é tipicamente 4-6 gramas IV em 15-20 minutos, seguida por uma dose de manutenção de 1-2 gramas/hora. O manejo também inclui o controle da pressão arterial e a avaliação da condição fetal/materna. O prognóstico melhora significativamente com o tratamento rápido e adequado.
Eclâmpsia é definida pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma mulher com pré-eclâmpsia, na ausência de outras causas de convulsão, podendo ocorrer antes, durante ou até 6 semanas após o parto.
O sulfato de magnésio é a droga de escolha porque é mais eficaz na prevenção da recorrência das convulsões eclâmpticas e tem um perfil de segurança mais favorável em comparação com outros anticonvulsivantes como fenitoína ou diazepam.
A dose inicial usual é um bolus intravenoso de 4-6 gramas de sulfato de magnésio em 15-20 minutos, seguido por uma infusão de manutenção de 1-2 gramas por hora.
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