HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015
As quinolonas são antimicrobianos que inibem rapidamente a síntese do DNA bacteriano, que leva a uma rápida morte das bactérias, sendo muito ativas contra as bactérias aeróbicas Gram-negativas. Entre as três afirmações abaixo marque com [C] as Corretas e com [E] as Erradas. E escolha a alternativa com a sequência correta: [ ] A administração oral em conjunto com antiácidos contendo alumínio, magnésio e em menor proporção cálcio, reduz marcadamente a biodisponibilidade das quinolonas; [ ] O sucralfato não reduz a absorção das quinolonas; [ ] Antagonistas de H2 e inibidores de bomba de prótons não interferem na absorção de quinolonas.
Quinolonas ↓ absorção com antiácidos (Al, Mg, Ca) e sucralfato; IBP/H2 não interferem.
A absorção oral das quinolonas é significativamente reduzida por cátions divalentes e trivalentes presentes em antiácidos (alumínio, magnésio, cálcio) e sucralfato, devido à formação de quelatos insolúveis. No entanto, antagonistas de H2 e inibidores de bomba de prótons não afetam sua biodisponibilidade.
As quinolonas são uma classe importante de antimicrobianos, amplamente utilizadas devido ao seu amplo espectro de ação contra bactérias Gram-negativas e algumas Gram-positivas, e sua boa biodisponibilidade oral. No entanto, seu uso requer atenção a importantes interações medicamentosas que podem comprometer sua eficácia. É fundamental que residentes compreendam essas interações para garantir o sucesso terapêutico e a segurança do paciente. A principal interação farmacocinética das quinolonas ocorre com cátions divalentes e trivalentes. Antiácidos contendo alumínio, magnésio ou cálcio, bem como suplementos minerais (ferro, zinco) e o sucralfato, formam complexos quelados com as quinolonas no trato gastrointestinal. Esses quelatos são insolúveis e não são absorvidos, resultando em uma redução drástica da biodisponibilidade do antibiótico, o que pode levar à falha do tratamento. Para evitar essa interação, é crucial orientar os pacientes a espaçar a administração das quinolonas em pelo menos 2 horas antes ou 4-6 horas após a ingestão desses produtos. Curiosamente, medicamentos que alteram o pH gástrico, como antagonistas de H2 e inibidores de bomba de prótons, não parecem ter um impacto significativo na absorção das quinolonas, o que diferencia essa interação de outras classes de medicamentos e deve ser conhecido para a prática clínica.
Antiácidos contendo alumínio, magnésio e cálcio, assim como o sucralfato, reduzem marcadamente a absorção das quinolonas. Isso ocorre porque os cátions metálicos formam quelatos insolúveis com as quinolonas no trato gastrointestinal, impedindo sua absorção sistêmica.
A redução da biodisponibilidade das quinolonas pode levar a concentrações séricas subterapêuticas do antibiótico, resultando em falha do tratamento da infecção, prolongamento da doença e potencial desenvolvimento de resistência bacteriana, tornando a interação clinicamente relevante.
Não, antagonistas de H2 (como ranitidina, cimetidina) e inibidores de bomba de prótons (como omeprazol, pantoprazol) não interferem significativamente na absorção oral das quinolonas. Seu mecanismo de ação não envolve a formação de quelatos, que é o principal problema com antiácidos.
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