Santa Casa de Cuiabá (MT) — Prova 2020
As principais interações observadas entre os medicamentos para o tratamento da hepatite C e a TARV estão detalhadas e eventualmente, serão necessários ajustes posológicos ou substituições medicamentosas a fim de se evitarem essas interações indesejáveis. Não podemos aceitar que:
Interações DAA-TARV: Ajustes são comuns, mas retorno *obrigatório* ao esquema anterior da TARV não é regra.
A interação entre DAAs e TARV é complexa e exige avaliação individual. A substituição de medicamentos na TARV pode ser necessária, mas a decisão de retornar ao esquema prévio após o tratamento da HCV deve ser baseada em critérios clínicos e farmacocinéticos, não sendo uma obrigação universal.
A coinfecção por HIV e HCV é um desafio clínico significativo, e o tratamento de ambas as condições simultaneamente exige um conhecimento aprofundado das interações medicamentosas. Os antivirais de ação direta (DAA) revolucionaram o tratamento da hepatite C, mas muitos deles são substratos ou inibidores/indutores de enzimas do citocromo P450 e transportadores de drogas, que também metabolizam diversos medicamentos da terapia antirretroviral (TARV). Essas interações podem levar a níveis subterapêuticos de um medicamento, comprometendo a eficácia, ou a níveis tóxicos, aumentando os efeitos adversos. Por isso, é fundamental uma avaliação cuidadosa do esquema de TARV do paciente antes de iniciar o tratamento para HCV, muitas vezes sendo necessários ajustes posológicos ou a substituição de componentes da TARV para evitar interações indesejáveis. Uma consideração importante é que, após a conclusão do tratamento da hepatite C, a decisão de retornar ao esquema de TARV anterior não é uma regra universal. A extensão do uso do esquema modificado de TARV pode ser necessária devido à meia-vida prolongada de alguns DAAs, que podem continuar a interagir por um período. Além disso, a substituição por medicamentos como o dolutegravir, que possui um perfil de interação mais favorável, pode ser mantida se for clinicamente apropriada e bem tolerada, otimizando o tratamento a longo prazo do HIV.
Ajustes são necessários devido às interações medicamentosas entre os antivirais de ação direta (DAA) e os antirretrovirais (TARV), que podem alterar a eficácia ou aumentar a toxicidade de um ou ambos os tratamentos, exigindo modificações para otimizar a terapia.
Os principais mecanismos envolvem a modulação de enzimas do citocromo P450 (especialmente CYP3A4) e transportadores de drogas (como P-glicoproteína), que podem levar a aumento ou diminuição dos níveis séricos dos medicamentos.
A substituição por dolutegravir (DTG) deve ser avaliada considerando o histórico de uso de TARV, genotipagens prévias e o perfil de interações com os DAAs, pois o DTG geralmente apresenta menos interações significativas em comparação com outros antirretrovirais.
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